27 abril 2015
24 março 2009
...e adivinhas aquilo que não digo...

Não entendo os silêncios
que fazes
nem aquilo que espreitas
só comigo.
Se escondes a imagem
e a palavra
e adivinhas aquilo
que não digo.
Se te calas
eu oiço e eu invento
Se tu foges
eu sei, não te persigo.
Estendo-te as mãos
dou-te a minha alma
e continuo a querer
ficar contigo.
Maria Teresa Horta
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oscil@r@m
12 outubro 2008
...não sei se cair assim me quebra...

Enleio ...
Não sei se volteio
Se rodopio
Se quebro
Se tombo nesta queda
em que passeio
Não sei se a vertigem
em que me afundo
é este precipício em que me enleio
Não sei se cair assim me quebra... Me esmago ou sobrevivo
em busca deste anseio.
Maria Teresa Horta
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oscil@r@m
16 agosto 2007
Incêndio

Tu acendes a chama
do meu corpo
pões a lenha ao fundo
em sítio seco
Procuras no desejo
o ponto certo
e convocas aí
o vento aberto
Se a madeira demora
a ganhar fogo
tomas-me as pernas
e deitas lento o vinho
Riscas os fósforos todos
e depois
é mais um incêndio
que adivinho
Maria Teresa Horta
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oscil@r@m
15 agosto 2007
Como é possível perder-te...

Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
nem na polpa dos meus dedos
se ter formado o afago
sem termos sido a cidade
nem termos rasgado pedras
sem descobrirmos a cor
nem o interior da erva.
Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
minha raiva de ternura
meu ódio de conhecer-te
minha alegria profunda.
Maria Teresa Horta
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Maria Teresa Horta
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