11 Fevereiro 2012

...anything your heart desires will come to you...




When a star is born
They possess a gift or two
One of them is this
They have the power to make a wish come true

When you wish upon a star
Makes no diff'rence who you are
Anything your heart desires will come to you...













...aquilo que realmente desejamos é bem diferente dos desejos fugazes habituais...



Porque há verdadeiros génios neste país, que nos deixaram legados fabulosos: MUITO OBRIGADO, PEDRO OSÓRIO, POR TANTO!!! Valia a pena olhar para tudo de bom que temos, aumentar a nossa auto-estima e colocar os imbecis a limpar as paredes que estragam com cartazes...

08 Fevereiro 2012

What Is It About Men
There are distinct differences between male and female brains. Female brains have a larger hippocampus. which usually makes them better at retention and memory. Male brains have a bigger parietal cortex. Which helps when fending off an attack.
Male brains confront challenges differently than female brains. Women are hardwired to communicate with language. Detail. Men? not so much. It doesn’t mean that we’re any less capable of emotion. We can talk about our feelings. It’s just that… most of the time… we’d really rather not.
“Be a man” People say it all the time. But what does that even mean? Is it about strength? Is it about sacrifice? Is it about winning? Maybe it’s simpler than that. You have to know when not to man up. Sometimes it takes a real man to set his ego aside, admit defeat, and simply… start all over again.
Grey’s Anatomy

21 Janeiro 2012

...gravá-lo dentro de mim, em sulcos profundos, com o tamanho deste agora...

Amo-te


Talvez não seja próprio vir aqui, para as páginas deste livro, dizer que te amo. Não creio que os leitores deste livro procurem informações como esta. No mundo, há mais uma pessoa que ama. Qual a relevância dessa notícia? À sombra do guarda-sol ou de um pinheiro de piqueniques, os leitores não deverão impressionar-se demasiado com isso. Depois de lerem estas palavras, os seus pensamentos instantâneos poderão diluir-se com um olhar em volta. Para eles, este texto será como iniciais escritas por adolescentes na areia, a onda que chega para cobri-las e apagá-las. E possível que, perante esta longa afirmação, alguns desses leitores se indignem e que escrevam cartas de protesto, que reclamem junto da editora. Dou-lhes, desde já, toda a razão. 
Eu sei. Talvez não seja próprio vir aqui dizer aquilo que, de modo mais ecológico, te posso afirmar ao vivo, por email, por comentário do facebook ou mensagem de telemóvel, mas é tão bom acreditar, transporta tanta paz. Tu sabes. Extasio-me perante este agora e deixo que a sua imensidão me transcenda, não a tento contrariar ou reduzir a qualquer coisa explicável, que tenha cabimento nas palavras, nestas pobres palavras. Em vez disso, desfruto-a, sorrio-lhe. Não estou aqui com a expectativa de ser entendido. Eu próprio procuro ainda essa compreensão. Estou aqui apenas com o meu rosto, o meu olhar parado, a minha figura. Tudo aquilo que tenho para dizer está por detrás dessa imagem. Hoje, esse é o alfabeto com que realmente escrevo, o significado. Escrevo também com uma grande quantidade de elementos invisíveis, que chegam à pele e a atravessam. É dessa forma que sinto aquilo que tenho para dizer, pele e para lá da pele. 

Os teus pais vão ler estas palavras, que embaraçoso. A minha mãe, as minhas irmãs e as minhas sobrinhas vão ler estas palavras e vão pensar: passou-se. Consigo imaginar todas essas reacções, mas não consigo evitar que este texto continue a dizer que te amo. Sei que os outros apenas nos poderão ver com os seus próprios olhos. Para eles, seremos qualquer memória, qualquer impressão, um reflexo daquilo que eles próprios sabem, personagens de uma espécie de telenovela. A grande diferença é que nós somos nós e temos este agora imenso, este verbo no presente. Talvez fosse mais confortável, se dispusesse de um verbo mais sofisticado, menos gasto: liquefazer, maturar, discernir. Um tempo verbal mais complexo: se eu te tivesse liquefeito, se eu te tivesse maturado, se eu te tivesse discernido. Talvez. Nunca saberei porque aquilo que tenho para dizer é este verbo, este presente do indicativo de escola primária. 
Na sua simplicidade, encandeia e, no entanto, diz tão pouco. Mesmo tentando, transmito-lhes pouco ao informá-los que te amo. Não ficam a saber mais do que se lhes dissesse que me alimento, respiro, existo. E não podem sequer ter a certeza de que eu dependa dessas necessidades vitais. Talvez seja melhor assim, continuem debaixo do guarda-sol, do pinheiro de piqueniques, olhem em volta, virem a página. Talvez seja preferível que a imensidão deste momento não os perturbe, que se mantenha onde está, invisível e tão concreta nas cores da paisagem, nomeada por estas palavras que não a dizem e que, no entanto, existem, impressas, pouco ecológicas e, ainda assim, feitas de uma natureza única, a natureza, que nasce da terra, que se estende no céu, sol, lua, oceano, montanhas, que determina o dia e a noite, a passagem das estações, a idade, e que está contida numa só palavra, num só verbo, que abrigo no meu rosto, que é transparente no meu olhar e que agora, aqui, nas páginas deste livro, preciso de dizer. Talvez não seja próprio dizê-lo aqui, mas talvez seja ainda menos próprio escrevê-lo em todas as paredes da cidade, esculpir precipícios com essa verdade ou rasgar o peito com uma faca e, com a ponta dessa mesma faca, gravá-lo dentro de mim, em sulcos profundos, com o tamanho deste agora. 


José Luís Peixoto
in 'Abraço' 





19 Janeiro 2012

...dei p'ra maldizer teu nome...





Porto Alegre, 17.03.1945 – São Paulo, 19.01.1982




...always...

16 Janeiro 2012

...deixarei de te amar pouco a pouco...

Se Me Esqueceres


Quero que saibas 
uma coisa. 


Sabes como é: 
se olho 
a lua de cristal, o ramo vermelho 
do lento outono à minha janela, 
se toco 
junto do lume 
a impalpável cinza 
ou o enrugado corpo da lenha, 
tudo me leva para ti, 
como se tudo o que existe, 
aromas, luz, metais, 
fosse pequenos barcos que navegam 
até às tuas ilhas que me esperam. 


Mas agora, 
se pouco a pouco me deixas de amar 
deixarei de te amar pouco a pouco. 


Se de súbito 
me esqueceres 
não me procures, 
porque já te terei esquecido. 


Se julgas que é vasto e louco 
o vento de bandeiras 
que passa pela minha vida 
e te resolves 
a deixar-me na margem 
do coração em que tenho raízes, 
pensa 
que nesse dia, 
a essa hora 
levantarei os braços 
e as minhas raízes sairão 
em busca de outra terra. 


Porém 
se todos os dias, 
a toda a hora, 
te sentes destinada a mim 
com doçura implacável, 
se todos os dias uma flor 
uma flor te sobe aos lábios à minha procura, 
ai meu amor, ai minha amada, 
em mim todo esse fogo se repete, 
em mim nada se apaga nem se esquece, 
o meu amor alimenta-se do teu amor, 
e enquanto viveres estará nos teus braços 
sem sair dos meus. 

Pablo Neruda
in "Poemas de Amor de Pablo Neruda"


15 Janeiro 2012

08 Janeiro 2012

03 Janeiro 2012

...viva a vida com bom humor...

...TEMPO: o que nos falta para sermos felizes...




EXIGÊNCIAS DA VIDA MODERNA


Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro.
E uma banana pelo potássio.
E também uma laranja pela vitamina C. Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes.
Todos os dias deve-se tomar ao menos dois litros de água. E uriná-los, o que consome o dobro do tempo.
Todos os dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos (que ninguém sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão). Cada dia uma Aspirina, previne infarto. Uma taça de vinho tinto também. Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso. Um copo de cerveja, para... não lembro bem para o que, mas faz bem. O benefício adicional é que se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber.
Todos os dias deve-se comer fibra. Muita, muitíssima fibra. Fibra suficiente para fazer um pulôver.
Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente. E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada. Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia...
E não esqueça de escovar os dentes depois de comer. Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da laranja, das seis refeições e enquanto tiver dentes, passar fio dental, massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax. Melhor, inclusive, ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um equipamento de som, porque entre a água, a fibra e os dentes, você vai passar ali várias horas por dia.
Há que se dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por dia, mais as cinco comendo são vinte e uma.
Sobram três, desde que você não pegue trânsito. As estatísticas comprovam que assistimos três horas de TV por dia. Menos você, porque todos os dias você vai caminhar ao menos meia hora (por experiência própria, após quinze minutos dê meia volta e comece a voltar, ou a meia hora vira uma).
E você deve cuidar das amizades, porque são como uma planta: devem ser regadas diariamente, o que me faz pensar em quem vai cuidar delas quando eu estiver viajando.
Deve-se estar bem informado também, lendo dois ou três jornais por dia para comparar as informações.
Ah! E o sexo! Todos os dias, tomando o cuidado de não se cair na rotina. Há que ser criativo, inovador para renovar a sedução. Isso leva tempo - e nem estou falando de sexo tântrico.
Também precisa sobrar tempo para varrer, passar, lavar roupa, pratos e espero que você não tenha um bichinho de estimação. Na minha conta são 29 horas por dia.
A única solução que me ocorre é fazer várias dessas coisas ao mesmo tempo! Por exemplo, tomar banho frio com a boca aberta, assim você toma água e escova os dentes. Chame os amigos junto com os seus pais. Beba o vinho, coma a maçã e a banana junto com a sua mulher... na sua cama.
Ainda bem que somos crescidinhos, senão ainda teria um Danoninho e se sobrarem 5 minutos, uma colherada de leite de magnésio.
Agora tenho que ir.
É o meio do dia, e depois da cerveja, do vinho e da maçã, tenho que ir ao banheiro.
E já que vou, levo um jornal... Tchau!
Viva a vida com bom humor!!!




...não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples...

...para se ser feliz, afinal, não é preciso o "euromilhões", mas apenas uma mudança interna que nos permita tirar sempre o melhor partido de todas as situações, mesmo as mais complicadas da nossa vida...


...porque afinal:


A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade.





01 Janeiro 2012

...is this the real life????...




...mas, aqui fica talvez o melhor tema musical de sempre, para começar o ano...

...2012...




...HAPPY NEW YEAR...

31 Dezembro 2011

...é preciso ... repensar uma grande parte do nosso lugar no universo...

É Preciso Repensar a Nossa Vida


É preciso repensar a nossa vida. Repensar a cafeteira do café, de que nos servimos de manhã, e repensar uma grande parte do nosso lugar no universo. Talvez isso tenha a ver com a posição do escritor, que é uma posição universal, no lugar de Deus, acima da condição humana, a nomear as coisas para que elas existam. Para que elas possam existir… Isto tem a ver com o poeta, sobretudo, que é um demiurgo. Ou tem esse lado. Numa forma simples, essa maneira de redimensionar o mundo passa por um aspecto muito profundo, que não tem nada a ver com aquilo que existe à flor da pele. Tem a ver com uma experiência radical do mundo. 
Por exemplo, com aquela que eu faço de vez em quando, que é passar três dias como se fosse cego. Por mais atento que se seja, há sempre coisas que nos escapam e que só podemos conhecer de outra maneira, através dos outros sentidos, que estão menos treinados… Reconhecer a casa através de outros sentidos, como o tacto, por exemplo. Isso é outra dimensão, dá outra profundidade. E a casa é sempre o centro e o sentido do mundo. A partir daí, da casa, percebe-se tudo. Tudo. O mundo todo. 


Al Berto,
 in "Entrevista à revista Ler (1989)" 

...balanço...

...é tempo de balanços, uma vez que 2011 está quase a desaparecer. Foi um ano complicado. 
Em termos pessoais, os internamentos hospitalares, a perda de capacidades e o falecimento de um dos pilares familiares, e tudo o que rodeou estas situações, acabaram por me deixar um pouco combalida. Mas, por essa altura, recebi a notícia que o meu maior sonho estava mais perto de se tornar realidade. Talvez isso acarrete também a mudança de casa, embora a altura não seja a melhor. Vamos ver o que o futuro me reserva no próximo ano. Em termos pessoais, permitiu-me reencontrar algumas das pessoas que me  ocupa(va)m o coração. 
Quanto ao trabalho, a carga avolumou-se - novas unidades curriculares para preparar, vários estagiários, a necessidade de publicar trabalhos e de voltar a trabalhar no laboratório. Desde meados de Agosto que gostaria que as semanas tivessem mais 2 ou 3 dias ou que os dias tivessem mais horas, para conseguir descansar e dar atenção a quem mais ma merece, ao invés de trabalhar tanto. Houve dias em que tive que parar, para descansar (em estado de exaustão extrema) ou para estar com as pessoas de quem gosto... por muito importante que seja o trabalho e por muito que se goste do trabalho, há muitas coisas mais importantes: as pessoas que preenchem a nossa vida!!!! (e eu, apesar de reclamar, gosto do que faço! embora mudasse algumas coisas, se pudesse... como sempre acontece!).
Felizmente, alguns dos estagiários conseguiram terminar com boa nota e 2 dos meus artigos foram aceites para publicação em 2012. Faltam mais 2, que espero conseguir publicar. E, em princípio, no ínicio de 2012, conseguirei concluir o trabalho para mais uns trabalhos. E houve a ida a Philadelphia, para fazer a comunicação oral, que correu bem. E, apesar de inicialmente ser difícil, consegui uma bolsa da FLAD e uma bolsa da empresa Tebu-Bio para a viagem - sem estar a contar. De, facto, "o acaso vai me proteger, enquanto eu andar distraída", como cantam os Titãs. E eu sou bem distraída. Acabei por mudar de Centro de Investigação, também. E acabei por ser eleita para membro do Conselho Técnico-Científico da minha instituição. Ainda não tenho a certeza se foram as decisões correctas, mas estão tomadas. Logo se verá. 
Em termos económicos, houve cortes vários, a ponto de perder cerca de 12% do salário - mais, se contarmos com as subidas de preço de bens e serviços. 2012 promete mais cortes - irei perder 25% do salário a que tenho direito. Promete mais subidas de preços de bens e serviços. Não vai ser fácil. Mas, eu nasci em 1970, numa época em que a vida em Portugal era tremendamente difícil. Cada caderno, cada brinquedo, cada livro, cada caixa de lápis, era conseguido a muito custo - esperava dias, semanas até os meus pais me poderem comprar o que precisava. E como eu, todos os meus colegas. Hei-de sobreviver. Vai implicar reformular uma série de coisas, repensar uma série de gastos, eliminar gastos acessórios. Vai implicar uma grande ginástica orçamental, mas sei que será possível. Não vou desistir dos meus sonhos pessoais. E não vou desistir do sonho de viver num país melhor. Sei que não será com estes dirigentes políticos, nacionais e europeus, que isso acontecerá. Mas vai acontecer. Espero que 2012 nos permita ver o que realmente importa nas nossas vidas: as pessoas e não os bens materiais...



...não ceder nem desistir, eu prometo...





...mesmo que a crise atrase os meus sonhos, não vou desistir...

...como quem abre janelas, para lá do horizonte...





...e é assim que estamos, tentando vislumbrar o melhor que o Futuro me poderá trazer...

30 Dezembro 2011

...nó cego...

...nada acontece por ACASO...

...e precisamos sempre de ter discernimento suficiente para construir um castelo com as pedras que vamos encontrando no nosso caminho...

...always look on the bright side of life,,,

29 Dezembro 2011

...quem ama acredita, mas não sabe bem porquê, não sabe bem o quê, nem percebe bem como...

O Amor é Mais Forte

Os amantes de hoje preferem a droga mais leve, o tabaco mais light ou o café descafeinado. Já ninguém quer ficar pedrado de amor ou sofrer de uma overdose de paixão. As emoções fortes são fracas e as próprias fraquezas revelam-se mais fortes. Os amantes, esses, são igualmente namorados da monotonia e amigos íntimos da disciplina. O que está fora de controlo causa-lhes confusão, e afecta-lhes uma certa zona do cérebro, mas quase nunca lhes toca o coração. O amor devia ser sonhado e devia fazê-los voar; em vez disso é planeado, e quanto muito, fá-los pensar. 
Sobre o amor não se tem controlo. É um sentimento que nos domina, que nos sufoca e que nos mata. Depois dá-nos um pouco vida. No amor queremos viver, mas pouco nos importa morrer e estamos sempre dispostos a ir mais além. Deixamo-nos cair em tentação, e não nos livramos do mal, embora procuremos o bem. No amor também se tem fé, mas não se conhecem orações: amamos porque cremos, porque desejamos e porque sabemos que o amor existe. Amamos sem saber se somos amados, e por isso podemos acabar desolados, isolados e deprimidos. Que se lixe! O amor não é justo, não é perfeito; no amor não se declaram sentenças nem se proferem comunicados. O amor prefere ser imprevisível, cheio de riscos e de fogo cruzado. No amor os braços não se cruzam, as palavras não se gastam e os gestos servem para o demonstrar. Amar também é lutar, e enfrentar monstros fabulosos com cabeça de leão, corpo de cabra e cauda de dragão. É uma ilusão, um sonho, um absurdo e uma fantasia. O amor não se entende, não se interpreta, não se discerne nem se traduz. Quem ama acredita, mas não sabe bem porquê, não sabe bem o quê, nem percebe bem como. 

Rogério Fernandes,
 in 'Alterne Activo'

28 Dezembro 2011

...but you've got friends you can trust...



...FRIENDS, we will be friends: right 'till the END!!!!...