20 Novembro 2009

...all I hear is that lonesome, lonesome sound...






Mercury falling
I rise from my bed
Collect my thoughts together
I have to hold my head
It seems that she's gone
And somehow I am pinned by
The Hounds of Winter
Howling in the wind

I walk through the day
My coat around my ears
I look for my companion
I have to dry my tears
It seems that she's gone
Leaving me too soon
I'm as dark as December
I'm as cold as the Man in the Moon

I still see her face
As beautiful as day
It's easy to remember
Remember my love that way
All I hear is that lonesome sound
The Hounds of Winter
They follow me down

I can't make up the fire
The way that she could
I spend all my days
In the search for dry wood
Board all the windows and close the front door
I can't believe she won't be here anymore

I still see her face
As beautiful as day
It's easy to remember
Remember my love that way
All I hear is that lonesome sound
The Hounds of Winter
They follow me down

A season for joy
A season for sorrow
Where she's gone
I will surely, surely follow
She brightened my day
She warmed the coldest night
The Hounds of Winter
They got me in their sights

I still see her face
As beautiful as day
It's easy to remember
Remember my love that way
All I hear is that lonesome, lonesome sound
The Hounds of Winter
They harry me down




...o meu Sr Ferrão só melhora com o tempo... aiaiiiiiiii... algo para me animar nesta noite gélida e estúpida...

...voy a buscar a otro amor que me comprenda...




Se me hizo fácil
Borrar de mi memoria
A esa mujer
A quien yo amaba tanto

Se me hizo fácil
Borrar de mí ese llanto
La otra la olvido
Cada día más y más


La abandone
Porque me fue preciso
Así abandono
A la mujer que ami me ofenda

Voy a buscar
Un amor que me comprenda
La otra la olvido
Cada día más y más

Hay, hay Guadalajara como te extraño



La abandone
Por que me fue preciso
Así abandono
A la mujer que ami me ofenda

Voy a buscar
Un amor que me comprenda
La otra la olvido
Cada día más y más


...andei a namorar este disco umas quantas semanas... valeu a pena...

19 Novembro 2009

...mas tinha um nome bom, e falava de cinema...


COISAS DE LUZ ANTIGAS

Aquele namorado que tinha
um nome bom: há quanto tempo foi?
A vida resvalante como gelo
e aquele namorado de nome bom
e férias, ficou perdido em luz,
mais de vinte anos.

Deu-me uma vez a mão
um beijo resvalante à hora de deitar
e na pensão. Mas tinha um nome bom.
falava de cinema e calçava de azul
e um bigode curtinho,
que escorregou aceso como gelo
no centro da pensão.

Rasguei as cartas dele
há quinze anos, em dia de gavetas
e de luz, e nem fotografia me ficou
de desarrumação. Mas tinha um nome bom,
falava de cinema e calçava de azul
e resvalou-me quente como gelo
à hora de deitar:

um namorado sem falar
de amor

(que a timidez maior
e o quarto dos meus pais
nessa pensão
no mesmo corredor)

...uno vuelve siempre a los viejos sitios donde amo la vida...




Uno se despide
incensiblemente de pequeñas cosas
lo mismo que un arbol
que en tiempo de otoño se queda sin hojas
al fin la tristeza es la muerte lenta de las simples cosas
esas cosas simples que quedan doliendo en el corazón

Uno vuelve siempre a los mismos sitios donde amo la vida
y entonces comprende como estan de ausentes las cosas queridas
por eso muchacha no partas ahora soñando el regreso
que el amor es simple y a las cosas simples las debora el tiempo
demorate a ti, en la luz solar de este medio dia
donde encontraras con el pan al sol la mesa tendida
por eso muchacha no partas ahora soñando el regreso
que el amor es simple y a las cosas simples las debora el tiempo

Uno vuelve siempre a los viejos sitios donde amo la vida...

...the streets ain't for dreaming now...





...há dias em que não devemos acordar...

...pudesse eu ser tempo a respirar no teu abraço...




...hoje encontrei perdido na minha loja preferida um cd da Mafalda Veiga com alguns dos meus temas preferidos a um preço bem simpático... e cá veio...

...mando um meiguinho chinez...


Meu querido bebezinho,

Hoje, com a quase certeza que o Osorio não te poderá encontrar, pois, além de ter que esperar aqui pelo Valladas, tem naturalmente que ir levar açúcar a casa de meu primo, quase que de nada me serve escrever-te. Vão, em todo o caso, estas linhas, para o caso de sempre ser possivel fazer-te chegar a carta às mãos. [...]

Não me conformo com a idéa de escrever; queria falar-te, ter-te sempre ao pé de mim, não ser necessário mandar-te cartas. As cartas são sinais de separação – sinais, pelo menos, pela necessidade de as escrevermos, de que estamos afastados.
Não te admires de certo laconismo nas minhas cartas. As cartas são para as pessoas a quem não interessa mais falar: para essas escrevo de boa vontade. A minha mãe, por exemplo, nunca escrevi de boa vontade, exatamente porque gosto muito dela.
Quero que sintas isto, que saibas que eu sinto e penso assim a este respeito, para não me achares seco, frio, indiferente. Eu não o sou, meu Bebe-menininho, minha almofadinha cor-de-rosa para pregar beijos (que grande disparate!)
Mando um meiguinho chinez.
E adeus até amanhã, meu anjo.
Um quarteirão de milhares de beijos do teu, sempre teu


Fernando

Em 23/03/1920


(...isto lembra-me umas coisas do passado... felizmente, nesta altura da minha vida, posso mesmo afirmar que esse passado é um país bem distante, porque não sento mágoa, apenas sorri ao lembrar algumas coisas boas, como o cd para usar em casos especiais, de muito sizo ou pouco riso, que encontrei também... acho que finalmente arrumei umas gavetas que teimavam em se desarrumar... e a vida continua mais risonha...)

...hoje tenho o teu rosto dentro de mim...


O teu rosto à minha espera, o teu rosto
a sorrir para os meus olhos, existe um
trovão de céu sobre a montanha.

As tuas mãos são finas e claras, vês-me
sorrir,brisas incendeiam o mundo,
respiro a luz sobre as folhas da olaia.


Entro nos corredores de outubro para
encontrar um abraço nos teus olhos,
este dia será sempre hoje na memória.

Hoje compreendo os rios. A idade das
rochas diz-me palavras profundas,
hoje tenho o teu rosto dentro de mim.



José Luís Peixoto

18 Novembro 2009

...o mundo era do ar que esperava...



Antes de amar-te, amor, nada era meu
Vacilei pelas ruas e as coisas:
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.

Pablo Neruda

16 Novembro 2009





...lembro-me de ficar grudada ao televisor em casa da minha avó, depois da escola, algures em 77, a ver uma série de desenhos animados sobre as civilizaões perdidas do continente americano: Maya, Azteca e Inca... mas não me lembro do nome nem consigo encontrar no youtube qualquer registo... se alguém souber do que falo e tiver encontrado, por favor, deixe-me algum link...

...and this house just ain't no home anytime she goes away...

...contam-se histórias da vida tão estranhas, tão cruéis que sei lá...


Amor gigante - Jose Mario Branco


Um mundo à justa medida
Nunca houve
Nem sei se haverá
Contam-se histórias da vida
Tão estranhas
Tão cruéis que sei lá
Como a de certa donzela
Que era extensamente bela

Tão grande e tão amada
Por quem - nada
Era ao pé dela

Tão grande e tão amada
E cortejada
Por quem - nada
Era ao pé dela

Refrão:
Não vejo poder amar-te
Na desejada proporção
Embora não sei por que arte
Caibas de pé no meu coração
Menina gigante
Que 'stás tão distante
Aqui mesmo diante
De mim
Percorro pressurosamente
A longa rota do teu corpo
Sem conseguir, por mais que tente
Chegar ao fim-de-ti antes de morto
Menina colosso
Que eu quero e não posso
Por que é que assim troço
De mim

A menina desta história
Era grande
Muito grande até
Grandeza contraditória
Mas que pouco
Esse louco era ao pé
Pensando não ser bastante
Sentir um amor gigante

Assim cantava o dito
Pequenito
Seu amante

Mais que um canto era um grito
O do dito
Pequenito
Seu amante

Refrão:
Não vejo poder amar-te
Na desejada proporção
Embora não sei por que arte
Caibas de pé no meu coração
Menina gigante
Que 'stás tão distante
Aqui mesmo diante
De mim
Percorro pressurosamente
A longa rota do teu corpo
Sem conseguir, por mais que tente
Chegar ao fim-de-ti antes de morto
Menina colosso
Que eu quero e não posso
Por que é que assim troço
De mim

As histórias de gigantes
Era dantes
Que acabavam bem
Hoje escolhe-se o amante
Consoante
Se o tamanho convém

15 Novembro 2009

...she'll make light of the dark...




The tide will tug at my hips
And the salt will dry upon my collar
I'll have splinters for oars
And I'll break her heart in 14 places

She'll make light of the dark
As I lay her low

Oh kalypso, tell me to go
Oh kalypso, tell me to go
Oh kalypso

We'll sleep to the creeking of timbers
The pitch and yours of empty vessels
I'll plot points on a curve
Over all her tender navigation zone

My mutinous heart
I can't overthrow

Oh kalypso, tell me to go
Oh kalypso, tell me to go
Oh kalypso

Oh kalypso, tell me to go
Oh kalypso, tell me to go
Oh kalypso



...mais um link roubado de alguém do livro das caras... ainda bem que alguns dos meus "amigos" têm muito bom gosto...

...tu e eu tínhamos que simplesmente amar-nos...




Amor, quantos caminhos até chegar a um beijo,
que solidão errante até tua companhia!
Seguem os trens sozinhos rodando com a chuva.
Em tal não amanhece ainda a primavera.
Mas tu e eu, amor meu, estamos juntos,
juntos desde a roupa às raízes,
juntos de outono, de água, de quadris,
até ser só tu, só eu juntos.
Pensar que custou tantas pedras que leva o rio,
a desembocadura da água de Boroa,
pensar que separados por trens e nações
tu e eu tínhamos que simplesmente amar-nos
com todos confundidos, com homens e mulheres,
com a terra que implanta e educa cravos.

Pablo Neruda

...I'll come running to see you again...





Stacey Kent widget by 6L &

14 Novembro 2009

...só um milagre me salvou de uma solidão definitiva...



Pelo vértice dos abismos
posso espreitar o fulgor inventado
da sombra que me precede.
Todos os sinais do rosto
se tornam tão palpáveis
como a paisagem dos dias,
em que a luz, trémula,
junto à fronte me deixou,
no fundo do olhar, para sempre,
uma ilha cercada por sombras,
tão cheias de orfandade,
que só um milagre me salvou
de uma solidão definitiva.


Graça Pires
in "Não sabia que a noite podia incendiar-se nos meus olhos" (2007)

...vale a pena ver o Mundo aqui do alto, vale a pena dar o salto...




...depois da minha vidinha social com os amigos esta semana, só podia acabar com este vídeo (eu pulava na cadeira no MMatos, como quando era miúda)... quando é que sai o prometido DVD dos Amigos de Gaspar??????

...you don't know what it's like...




There's a light, certain kinda light,
Never ever, never shone on me, no, no.
Honey, I want, I want my whole life
To be lived with you, babe,
That's what I want oh, was to be
Living and loving you.

There's a way, oh everybody say
You can do anything, every thing yeah.
But what good, what good,
Honey, what good could it ever bring
'Cause I ain't got you with my love
And I can't find you babe, no I can't.

You don't know, you don't know what it's like,
No you don't, honey no you don't know,
You don't know what it's like
To love anybody.
Oh honey, I wanna talk about love
And trying to hold somebody
The way I love you babe,
And I've been loving you babe.

In my brain, oh I can see your face again,
I know my frame of mind, yeah.
But nobody, nobody has to ever be so blind,
Honey, like I did, I know I was blind,
Honey, I tell you that I was, I was very, very blind.
Oh but I'm just a girl,
Can't you just take a look at me and tell,
Tell that I live, honey I live and I breathe for you,
Don't you know I do!

But what good, what good,
Honey, what good could ever do
'Cause I ain't got you, that's all I've ever wanted,
And I ain't got you, babe, oh but I've been looking 'round.
But you don't know, you don't know what it's like,
No you don't, no, no, no, you don't know,
Honey, you don't know what it's like
Oh to love anybody.
Oh honey I wanna talk about
Trying to hold somebody when you're lonely
The way I loved you, baby,
And I just want you to know I tried.

Oh I know that there's a way
'Cause everybody came to me one time and said,
"Honey, you can do anything,
Every little thing," and I think I can.
Oh, but what good, what good,
Honey, what awfully good can it ever, ever bring,
'Cause I can't find you with my love,
And I can't find you babe, oh anywhere.

Oh, but you don't know,
You don't know what it's like,
No you don't and you never ever, ever did.
You don't know, honey,
You don't know what it's like
Oh, to love anybody.
Oh, honey I wanna talk about trying to hold you.

Oh baby, baby, baby, yeah,
But you don't know,
You don't know what it's like,
And you never ever, ever did,
I said I tried to throw my love around you
And I tried to help you darling.
But you never ever, no you never ever,
No you never ever, no you never ever,
I know that you know that
No you never ever, ever, ever,
Oh let me throw my love,
Throw my love all around you

...já estanquei meu sangue quando fervia...





...roubado da Luinha...

...verdade seja dita, faz-me atrasar os ponteiros...




...será por isso que chego sempre tarde????????...

13 Novembro 2009

...o amor não são prazeres breves e localizados...


Ontem acabei de corrigir uma porção de crónicas para fazer um livrinho, textos de há quatro ou cinco anos para cá, de que não me lembrava. De um ou outro talvez, mas uma memória confusa, e apercebi-me que a minha relação com estas aguarelazitas se aparenta à de alguém que faz desenhos meio distraídos na margem do papel, enquanto pensa noutra coisa. Como estou sempre a pensar noutra coisa talvez fosse preferível dizer desenhos meio distraídos na margem do papel enquanto pensa noutra coisa de outra coisa. E lá foram, para a editora, esses bonecos, esses riscos a que não consigo dar importância, esboços, fantasias, palavrinhas, pequeninos nadas. Estava a escrever isto e, de repente, sei lá porquê, veio-me à cabeça Alcácer do Sal, que quase não conheço, passos na rua, uma esplanada onde jantei e as caras das pessoas à mesa. As caras todas nítidas. É engraçado ver pessoas comer, as diferentes formas que as bochechas tomam, o modo como os queixos se movem, os gestos: tornam-se tão vulneráveis nesses momentos, tão frágeis. Fui a Alcácer por um homem a quem quero muito, num momento difícil da sua vida: acabavam de lhe arrancar mais um bocado da infância, de lhe substituírem a existência por memória e quando nos mudam a cor à alma a gente sofre. Mesmo que a cor haja mudado com o tempo, embora todos os nossos tempos continuem connosco. Meu Deus, a pouco e pouco vamo-nos tornando sótãos onde o passado amarelece, a pouco e pouco os sótãos invadem a casa que somos, principiamos a mover-nos entre sombras truncadas de gente, emoções, memórias. Lentamente tiram-nos tudo, o presente afunila-se, o futuro uma parede. E nós, apesar de adultos, tão crianças ainda, assustados, perdidos, juntando pedaços dispersos para nos reconstruirmos de novo, continuarmos. Na direcção de quê? Para onde? Quem nos espera ainda? Alcácer cheia de escuro, o brilho da água, a humidade a crescer com a noite, o silêncio mesmo quando se fala, no interior das palavras. Os movimentos do meu amigo angulosos, lágrimas fechadas nele, secretas. Quando se comove a boca altera-se, a maneira de andar, o sorriso, os olhos fixam-se no interior de si mesmo. Está e não está, uma região dele tão longe. Andava eu a falar de crónicas e derivei para aqui, o meu amigo, a sua cidade, ruas como aquelas que eu gosto, casas como as do bairro onde cresci

(Lisboa distante)

gente parecida com a da minha infância. Só faltavam os cães, só faltava a mata: desenhos na margem do papel, bonecos, riscos. Primeira pergunta: o que nos aconteceu? Segunda pergunta: o que será de nós? Não mandamos nada, os dias vêm e cavalgam-nos, arrastam-nos para onde lhes dá na gana, o nosso livre arbítrio é tão limitado, o que podemos escolher tão pouco. Passei os últimos dias em Paris, à chuva. Frio, chuva, trovoada, jornalistas o dia inteiro, conferências, autógrafos. O mesmo quarto de hotel sempre, a que me vou afeiçoando, a espécie de mesinha Império

(falsa, claro)

que me serve para escrever e não escrevi uma linha, passei as poucas horas livres que me deram a olhar para o tecto e a pensar numa frase de Einstein: devemos fazer tudo o mais simplesmente possível mas não mais simplesmente do que isso. O raio da frase não me largou toda a semana, na certeza de que me havia de servir não entendia para quê, enquanto ela se transformava em mim, crescia, se ramificava, principiava a dar botões, se me dissolvia no sangue. Há-de chegar à mão, há-de sair, não sei de que maneira, numa página qualquer, ou então atravessar as páginas todas. Devemos fazer tudo o mais simplesmente possível mas não mais simplesmente do que isso: grande cabrão que acertou em cheio.

Alcácer, outra vez. O sofrimento de um amigo dói, principalmente quando o advínhamos cheio de sentimentos contraditórios, perplexidades, interrogações, memórias. Na altura em que o meu pai morreu e me telefonaram muito cedo, etc. Por aí não. Outra conversa, António, se fazes favor, deixa o fundo de ti para ti, os teus livros, o teu lodo. Ontem, treze de outubro, uma data especial e eis o cemitério de Abrigada tremendo-me nas pálpebras. A senhora que trata do jazigo a apontar uma prateleira:

- O seu lugarzinho ao lado da menina, senhor doutor.

O meu lugarzinho ao lado da menina, à espera desde há quase onze anos. O mais simplesmente possível mas não mais simplesmente do que isso. E quero, como o meu avô, oficial de Cavalaria até à medula da alma, ir ao armão dos militares, acho que tenho direito a isso, antes de ocupar o meu lugarzinho frente à serra. Há semanas passei pelo quarto alugado onde começámos a viver. Como não tínhamos dinheiro para mandar cantar um cego, depois do jantar, feito no parapeito da janela por causa dos cheiros, dávamos a volta ao quarteirão. O amor não são prazeres breves e localizados, como sustentava Colette, autora muito da minha estima, é uma vocação de sarça ardente. E estremeço de alegria quando noto nas minhas filhas as mães delas. Pareço uma caninha ao vento. Firme que nem caniço em noite de tempestade. São tão raras as mulheres que habitam a cama como um quadro habita a moldura, em que almofadas, lençóis, colchão, possuem o exacto tamanho delas e nós uma vontade humilde de ajoelhar, diante de tanta miraculosa perfeição. Sejam que horas forem é sempre

- Bom dia

antes da linguagem dos arcanjos.

...hoje é 6a feira 13, tudo pode acontecer...


Sexta Feira 13 - Xutos & Pontapés


...pela 2a Lei de Murphy tudo pode correr mal... como sempre...
(...ou posso ganhar mais prendas... uma constante esta semana...)

12 Novembro 2009

...y pienso que siempre he estado ahi, echando el corazon por que valió la pena...




Uno lleva la ilusión bajo sus brazos
como un sueño por nacer
que no crece por crecer, oh
dos que no se buscan y se dan
la mano, con la misma dirección,
con un solo corazón.

Carretera que se estrechará antes
de empezar el camino,
caras nuevas en otro lugar,
y el nervio que siento me crece
muy dentro, la gente que espera y la musica
suena y pienso en todo lo que fui,
en todo lo que soy y mereció la pena,
siento que solo pude ir en una dirección
y pienso que siempre he estado ahi, echando el corazon
por que valió la pena, siento que sigo estando aqui,
detras de una cancion.

De este frente con la suerte de su lado,
si confias estare y si dudas dudare,
Lo demas lo hecha el destino y se hace largo
siempre al filo de perder y un camino
por hacer.

Carretera que se estrechará antes
de empezar el camino,
caras nuevas en otro lugar,
y el nervio que siento me crece
muy dentro, la gente que espera y la musica
suena y pienso en todo lo que fui,
en todo lo que soy y mereció la pena,
siento que solo pude ir en una dirección
y pienso que siempre he estado ahi, echando el corazon
por que valió la pena, siento que sigo estando aqui,
detras de una cancion.

Pienso en todo lo que fui,
en todo lo que soy y mereció la pena,
siento que solo pude ir en una dirección
y pienso que siempre he estado ahi, echando el corazon
por que valió la pena, siento que sigo estando aqui,
detras de una cancion


(...um outro vício do momento...)

...tenho dado tantas voltas ao revés...perto de cair...




...este é um dos vários cds que anda a "rullar" por onde ando, ultimamente... e felizmente, apesar das voltas ao revés que tenho dado, tenho tido sempre quem me ampare nas quedas... e ontem foi um dia cansativo, mas consegui estar com uma série de amigos e com os pequenitos... talvez tenha falhado um pouco com alguém.... mas espero que o dia dela hoje seja mais risonho...


...ainda sabes rir??????????? sei lá... vem conversar...

...vou uma vez mais correr atrás de todo o meu tempo perdido...




...roubado do livro das caras da minha Luinha...

...eu sei que já me cortei em facas de ponta e não sangrei...




...sei que já me perdi para te encontrar... mas fiz da minha perdição o meu rosário... virei o mundo ao contrário e encontrei a salvação...





(...de facto, virei o meu mundo ao contrário, consegui perceber alguns erros e tenho tentado emendar... alguns tenho conseguido emendar, algumas falhas têm sido reparadas... outros sei que dificilmente conseguirei alterar, a única coisa a fazer é evitar que situações semelhantes voltem a acontecer... e a vida continua, melhor, acho eu...)

...Las flores se marchitan y no hay otra manera más sincera de decir lo que siento por ti...







www.quedeletras.com



...muchas gracias, Gaby... já ouvi 2 vezes o cd :-p... uiiiiiiipiiiiii...

11 Novembro 2009

...para relaxar...



...roubado do livro das caras...

(...que ao contrário do que estava à espera as minhas bichezas não me levaram a ficar de molho, e até fui trabalhar benzito, mas dói-me o corpo todo... acho que vou atacar a farmácia e não deixar que alguns comprimidos passem de validade, como é costume...)

10 Novembro 2009

...não me leve a mal... meu coração parece que perdeu um pedaço...





Não me leve a mal
Me leve à toa pela última vez
A um quiosque, ao planetário
Ao cais do porto, ao paço

O meu coração, meu coração
Meu coração parece que perde um pedaço, mas não
Me leve a sério
Passou este verão
Outros passarão
Eu passo

Não se atire do terraço, não arranque minha cabeça
Da sua cortiça
Não beba muita cachaça, não se esqueça depressa de mim, sim?
Pense que eu cheguei de leve
Machuquei você de leve
E me retirei com pés de lã
Sei que o seu caminho amanhã
Será um caminho bom
Mas não me leve

Não me leve a mal
Me leve apenas para andar por aí
Na lagoa, no cemitério
Na areia, no mormaço

O meu coração, meu coração
Meu coração parece que perde um pedaço, mas não
Me leve a sério
Passou este verão
Outros passarão
Eu passo

Não se atire do terraço, não arranque minha cabeça
Da sua cortiça
Não beba muita cachaça, não se esqueça depressa de mim, sim?
Pense como eu vim de leve
Machuquei você de leve
E me retirei com pés de lã
Sei que o seu caminho amanhã
Será tudo de bom
Mas não me leve

O meu coração, meu coração
Meu coração parece que perde um pedaço, mas não
Me leve a sério
Passou este verão
Outros passarão
Eu passo

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...e bolachinhas começam com B... (estes foram alguns dos meus companheiros de infância... já cumpriram os 40...)