16 setembro 2006

Loucura de (um) ser irreal

Uma mesa de café. Fumo. Ruído.
Chuva que cai lá fora. Odores sem nome.
Pessoas que vestem a mesma roupa.
Máscaras que riem e choram como nós
Ardo! Grito! Sinto-me enlouquecido!
Do toque humano puro sinto fome
Saio. Corro para chuva que me ensopa.
Que me lava. Grito angustiado já sem voz
Por todos os que amei já fui esquecido!
Na chuva que me inunda e que some
O mundo é uma bomba e eu sou a estopa!
Eu sou um rio: eu busco a minha foz


-Alberto Malheiro-

Sem comentários: