21 setembro 2006

Malhas caídas

Não me interpretes mal
Não troques os sinais
Tu sabes que no fundo
Bem lá no fundo
Somos todos iguais
Malhas caídas
Esperança e pouco mais.

Não me interpretes mal
Não me queiras julgar
Sabes que a solidão
Deixa a razão
Fora do seu lugar
Malhas caídas
Pontas por apanhar.


Afasta esse olhar
De quem nunca viu
Uma mulher pronta p’ra dar
E p’ra tirar tudo o que quer.


Rasga-me a roupa
Salta esse muro
Todo o passado
Todo o futuro
Porque nós somos
Do mesmo lado escuro.

Não me interpretes mal
Somos iguais na dor
Tu vais ver que afinal
Basta uma chama
Um pouco de calor
Basta uma chama
Um pouco de calor


Afasta esse olhar
De quem nunca viu
Uma mulher pronta p’ra dar
E p’ra tirar tudo o que quer.

Não me interpretes mal
Somos iguais na dor
Tu vais ver que afinal
Basta uma chama
Um pouco de calor
Um pouco de calor…

-João Monge-

2 comentários:

Anónimo disse...

Não me interpretes mal, mas eu acho que não somos todos iguias, por muito fundo que se vá , até nas esperanças

Pêndulo disse...

eu acho que no fundo somos todos iguais... depois a forma de "moldar" é que é diferente... como os oleiros-fazem peças variadissimas com um pouco de barro... mas a essencia base é a mesma...