30 setembro 2006

Nome eterno do amor

Deixa que me sente só ao teu lado
Beber da tua boca o que não diz
Por saber que o sentes, contradiz
Tudo o que entre nós foi falado

Vê! Eis que me quedo aprendiz
Quando olho nos teus olhos, tão calado
Quando deixo que me toque este meu fado
De falar o que o meu coração desdiz

Que queres? Há em mim uma tal fome
Que me invade ao provar o teu sabor
E de um sonho ter criado ideais!

Se queres, não lhe chames pelo nome
Que sabemos nós os dois bem demais
Que tem um nome eterno - e é amor.

-Alberto Malheiro-

2 comentários:

Anónimo disse...

Bem lindo o poema. Quem é Alberto Malheiro?

Anónimo disse...

Alberto Malheiro é um amigo meu que escreve muito bem... tens o site oficial dele em

http://www.albertomalheiro.com/

visita... vale bem a pena... até hoje foi a unico autor que conseguiu que lesse uma trilogia (a da Meredith) numa semana... tens alguns excertos no site...

E nos NG do Google consegues encontrar uns textos fantasticos dele, alguns sobre o Janeca (um gato)... procura-os... :-))

já agora és do brasil ou luso-brasileiro?