Encontrei o segredo, a chave de vidro das palavras que escrevo...

ÉCLOGA
Encontrei o segredo, a chave de vidro
das palavras que escrevo; e tenho medo.
Talvez nos campos imensos, onde o lirio floresce,
na margem de rio que abriga, de manhã cedo,
os teus pés de ninfa, num engano de idade,
me tenhas visto à sombra de um rochedo;
e se os teus lábios, entreabertos num torpor
de romã, me tocaram num sonho bêbedo,
deles só lebro, imprecisos, fluxos
de incêndio numa hipotese de amor.
-Nuno Júdice-




1 comentário:
Poema bonito...
Alegres festas, Natal pacífico e óptimo 2008...em boa companhia!
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