29 agosto 2008

...onde o que eu sei deixei de ser...

A Barca Dos Amantes - Sergio Godinho




Ah, quanto eu queria navegar
Pra sempre a Barca dos Amantes
Onde o que eu sei deixei de ser
Onde ao que eu vou não ia dantes

Ah, quanto eu queria conseguir
Trazer a Barca à madrugada
E desfraldar o pano branco
Na que for terra mais amada

E que em toda a parte o teu corpo
Seja o meu porta-estandarte
Plantado no céu mais fundo
Possa agitar-me no vento
E mostrar a cor ao mundo

Ah, quanto eu queria navegar
Pra sempre a Barca dos Amantes
Onde o que eu vi me fez vogar
De rumos meus, a cais errantes

Ah, quanto eu queria me espraiar
Fazer a trança à calmaria
Avistar terra e não saber
Se ainda o é quando for dia

E que em toda a parte o teu corpo
Seja o meu porta-estandarte
Plantado no seu mais fundo
Possa agitar-me no vento
E mostrar a cor ao mundo

Ah, quanto eu queria navegar
Pra sempre a Barca dos Amantes
Onde o que eu sei deixei de ser
Onde ao que eu vou não ia dantes

Ah, quanto eu queria me espraiar
Fazer a trança à calmaria
Avistar terra e não saber
Se ainda o é quando for dia




´(há concertos que francamente me enchem a alma... e hoje, o deste Grande Senhor, no Du Art Lounge no Casino do Estoril deixou-me um enorme sorriso... porque há alguns que apesar de os anos passarem continuam a tocar com a mesma garra dos 20 anos, mas fazendo uso do saber acumulado... apesar do cansaço, valeu a pena... aliás, nos últimos 10 anos tem valido a pena :-)))))))) )

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