...uma cúmplice à qual podia dizer tudo, mesmo tudo...
Os Degraus do Coração
Inês Pedrosa
- Vai ser óptimo. Mas já sabes: às sete e meia da manhã, ponho-te na rua.
Ela riu-se. No momento ela riu-se, porque no momento estava concentrada em ser a deusa da graça e da alegria, de forma a que ele não pudesse esquecê-la. No momento todos os seus sentidos convergiam para aquela essência do feminino que tanto criticava, nas suas conferências. No momento, ela deixara de ser a exemplar funcionária do Centro Nacional dos Direitos das Mulheres. No momento, ela sonhava-se
pura encarnação do mais clássico dos sonhos masculinos: a apaixonada leve.
Os transeuntes que olhassem agora para aquela mulher de olhos esborratados, chorando, por entre o fumo dos cigarros, no carro estacionado, não imaginariam que há quinze minutos, meia hora, uma hora, os olhos dela, maquilhados a versículo de revistas femininas, cintilavam e sorriam, sobre uma mesa do restaurante ali ao lado. Mas agora, nem os transeuntes olhavam para ela. Toda a gente tinha mais
que fazer. A começar por ela: um colóquio internacional a tratar, do princípio ao fim, os papéis dos impostos, o supermercado, o bolo para a festa dos seus quarenta anos. Festa sem bolo não era festa, diria a família, se ela se esquecesse. E ela não podia decepcionar a família.
Sobretudo no dia dos seus quarenta anos.
- Vai ser óptimo. Mas já sabes: às sete e meia da manhã, ponho-te na rua.
Bem. Assim tão a correr, nem sei se vale a pena, acho que é melhor
nem dormir contigo. Não gosto dessa frase, ponho-te na rua.
- Vá lá, não vais interpretar a frase à letra, pois não? Estava só a brincar.
Pois. Ele estava só a brincar com ela, tudo aquilo era apenas uma risonha, delirante, infantil e erótica brincadeira. Riam-se muito os dois, e ele fazia questão de almoçar com ela sempre que, como naquele dia, tinha uma horita livre, para lhe demonstrar que não estava só interessado em ir para a cama com ela. Que não era desses. Era um homem de princípios. De esquerda, evidentemente. Não se lembrara do aniversário dela porque, à partida, não ocupava a cabeça com tralhas
irrelevantes. À partida, repetia ele, a propósito de tudo e de nada. À
partida, por exemplo, estaria disponível no dia tal. A chegada, logo
se veria. Até era bom que não se lembrasse do aniversário dela.
Quarenta é um número demasiado pesado, sobretudo para um homem casado com uma mulher de trinta e poucos. Trinta e três, trinta e quatro. Ele não tinha bem a certeza. Tinha sempre mais em que pensar.
Ela fez-lhe uma festa na cara, ele olhou para o relógio, tinha uma reunião às três, eram duas e um quarto, a conta já pousada na mesa, aquele restaurante podia não ser grande coisa mas pelo menos era rápido, e ele pensou que assim ainda tinha tempo de fazer o depósito bancário que se esquecera de fazer de manhã, e disse-lhe isso mesmo.
Ele dizia-lhe tudo, gostava de partilhar com ela todos os detalhes da sua vida de intensas reuniões e transacções financeiras. Gostava de a tratar como uma amiga cúmplice, com um respeito que a distinguia de uma vulgar amante. Uma cúmplice à qual podia dizer tudo, mesmo tudo.
Havia dois dias, por exemplo, dissera-lhe que tinha de mandar alargar a aliança de casado. Se ela não lhe tivesse perguntado porque é que não usava aliança, ele não teria sentido necessidade de lhe dar aquela resposta, simples e verdadeira, enquanto fumavam o cigarro, depois do prazer a que também não se podia chamar amor. Amor, afinal de contas, é uma palavra vaga, mete-se lá tanta coisa, tudo o que não fomos
capazes de ser e de fazer, não é? E ele gostava da verdade das coisas concretas, até nas palavras. As vezes dizia-lhe: «adoro-te.» Era um adorável adorador, nos momentos em que se dispunha a adorar.
- Nada se compara a esta sensação de estarmos apaixonados - dissera-lhe ela.
- Atenção. Eu não estou apaixonado por ti.
- Mas não disseste que me adoravas?
- E adoro. Mas posso adorar peixe sem deixar de gostar de carne.
Se ao menos ele tivesse um padrão metafórico um bocadinho menos alimentar, pensava ela. Descarrilamentos do coração: ele adorava tudo nela, mas não estava apaixonado por ela. Quanto a ela, por mais que enumerasse os defeitos dele, as múltiplas coisas de que não gostava nele, não conseguia deixar de o querer, a todas as horas do dia.
Queria-o também, em sobressalto, a meio da noite - acordava angustiada ao lado do homem errado, e ia para o computador escrever-lhe cartas às quais, desde que se tornara de facto seu amante, ele deixara de responder. Dizia que não tinha tempo.
- A paixão é o resultado da evolução de uma relação, o ponto mais alto, percebes? Não digo que não possa, um dia, chegar a apaixonar-me por ti. Vamos vivendo, construindo, e logo se vê.
Pobre rapaz. Tão irracionalmente racional, a querer à força transformar o coração numa escadaria monumental, com vista para os manhãs cantantes dos seus ideais juvenis. Não conseguira também justificar construtivamente o Muro de Berlim, e depois o seu instantâneo desabamento?
Porque choraria ela tanto, agora, no carro - em vez de voltar para o trabalho, com a alegria cândida de mais um picante almoço clandestino?
Era muito importante que ele não se sentisse pressionado. Que fosse livre. Livre como ela descobrira que queria ser, por acaso, nos braços dele. Só por acaso, repetia ela, de si para si. O reencontro com aquela paixão de juventude significava apenas o reencontro com um lugar de si mesma há muito sufocado. O lugar da intimidade. O lugar dos sonhos.
O teu sonho não vai poder realizar-se. Nesta fase do trabalho, é-me impossível tirar um dia.
O meu sonho? Foste tu quem falou em passarmos duas noites inteiras juntos. E duas noites inteiras, aqui, na minha cidade, não posso. Só se disser que vou para fora em serviço. Mas para isso tenho mesmo de ir para fora, não é?
O sonho dela. Claro. Ele apenas tinha perguntado se ela não podia passar duas noites inteiras no hotel. E isto porque ela tinha comentado que o marido estaria ausente naquela semana. Claro. Era muito mais confortável dormir com ela do que ter de içar forças para se vestir e a levar a casa, quando já estava estonteado de sono.
Ela insistia em voltar para casa de táxi. Mas ele era um cavalheiro.
Levantava-se estoicamente e levava-a a casa. Uma, duas. A ilusão dos números. Uma noite era um prolongamento da amizade colorida. Duas, uma promessa romântica. Pelo menos para ela, que começou imediatamente a procurar na internet hotéis à beira-mar. Deixando para trás a preparação do colóquio internacional, note-se. Depois queixem-se de que as mulheres são preteridas nos lugares de responsabilidade. Ele nunca deixaria que o seu entusiasmo por ela interferisse, um minuto que fosse, no seu trabalho. Ele não perdia tempo a ler romances, como aquele, do reaccionário Milan Kundera, que distinguia o sexo do sono partilhado. Como era a frase? «A partilha do sono era o corpo de delito do amor». Literatura. Rememorou as noites que partilhara com ele na juventude. Tinham dormido juntos num hotel barato de Paris, no comboio de Paris a Lisboa, e, depois, em casa de vários amigos em
várias cidades. E essas noites infinitas tinham caído num buraco negro, durante quase vinte anos.
- O teu sonho não vai poder realizar-se - dissera ele, sorrindo.
No carro, no meio dos cigarros e da voz da Adriana Calcanhotto, sambando incessantemente: «por você não há o que eu não faça», aquela frase queimava-lhe o coração. Sentia o coração a arder tanto que precisava de um imenso rio de lágrimas para conseguir regressar ao trabalho. Ela passava a vida a dizer que homens e mulheres são feitos das mesmas matérias incandescentes e frias. Agora percebia que não era bem assim. Ali, no carro, com os olhos esborratados, acendendo uns cigarros nos outros, desejou transplantar aquele coração em labaredas por outro, de amianto. Pensou que ser homem era saber fazer capas de amianto para o coração. Sim, claro que havia homens e homens, mulheres e mulheres, que só os ignorantes generalizam. Mas ali, no carro, ela era só mais uma das muitas mulheres ignorantes que choram nos carros, depois de almoçarem a correr com homens que, entre duas corridas, esvaziam nelas as tensões do dia e os sonhos esquecidos. Queimava-a a recordação daquele exacto sorriso dele, doce e rápido como um quadrado de chocolate - exactamente igual ao quadrado de chocolate do café que, para não engordar, ela guardara no bolso do casaco para dar ao filho, quando chegasse a casa. A casa onde tudo dependia das mãos dela: aquilo que se comia e as camas onde se dormia e a roupa que se usava e as luzes que se acendiam e as máquinas que lavavam. Mas agora a casa dela era o carro, o carro onde ela podia encher-se de cigarros e chorar. E sonhar, no meio das lágrimas, um sonho sólido como uma casa que pudesse ainda realizar-se. Deu a volta à chave da sua casa volante e navegou, por entre as lágrimas, para fora da cidade. Seguiu pela auto-estrada em direcção ao sul, conduzindo horas a fio, até se encontrar, de olhos secos, sozinha, diante da noite do mar.
Inês Pedrosa
- Vai ser óptimo. Mas já sabes: às sete e meia da manhã, ponho-te na rua.
Ela riu-se. No momento ela riu-se, porque no momento estava concentrada em ser a deusa da graça e da alegria, de forma a que ele não pudesse esquecê-la. No momento todos os seus sentidos convergiam para aquela essência do feminino que tanto criticava, nas suas conferências. No momento, ela deixara de ser a exemplar funcionária do Centro Nacional dos Direitos das Mulheres. No momento, ela sonhava-se
pura encarnação do mais clássico dos sonhos masculinos: a apaixonada leve.
Os transeuntes que olhassem agora para aquela mulher de olhos esborratados, chorando, por entre o fumo dos cigarros, no carro estacionado, não imaginariam que há quinze minutos, meia hora, uma hora, os olhos dela, maquilhados a versículo de revistas femininas, cintilavam e sorriam, sobre uma mesa do restaurante ali ao lado. Mas agora, nem os transeuntes olhavam para ela. Toda a gente tinha mais
que fazer. A começar por ela: um colóquio internacional a tratar, do princípio ao fim, os papéis dos impostos, o supermercado, o bolo para a festa dos seus quarenta anos. Festa sem bolo não era festa, diria a família, se ela se esquecesse. E ela não podia decepcionar a família.
Sobretudo no dia dos seus quarenta anos.
- Vai ser óptimo. Mas já sabes: às sete e meia da manhã, ponho-te na rua.
Bem. Assim tão a correr, nem sei se vale a pena, acho que é melhor
nem dormir contigo. Não gosto dessa frase, ponho-te na rua.
- Vá lá, não vais interpretar a frase à letra, pois não? Estava só a brincar.
Pois. Ele estava só a brincar com ela, tudo aquilo era apenas uma risonha, delirante, infantil e erótica brincadeira. Riam-se muito os dois, e ele fazia questão de almoçar com ela sempre que, como naquele dia, tinha uma horita livre, para lhe demonstrar que não estava só interessado em ir para a cama com ela. Que não era desses. Era um homem de princípios. De esquerda, evidentemente. Não se lembrara do aniversário dela porque, à partida, não ocupava a cabeça com tralhas
irrelevantes. À partida, repetia ele, a propósito de tudo e de nada. À
partida, por exemplo, estaria disponível no dia tal. A chegada, logo
se veria. Até era bom que não se lembrasse do aniversário dela.
Quarenta é um número demasiado pesado, sobretudo para um homem casado com uma mulher de trinta e poucos. Trinta e três, trinta e quatro. Ele não tinha bem a certeza. Tinha sempre mais em que pensar.
Ela fez-lhe uma festa na cara, ele olhou para o relógio, tinha uma reunião às três, eram duas e um quarto, a conta já pousada na mesa, aquele restaurante podia não ser grande coisa mas pelo menos era rápido, e ele pensou que assim ainda tinha tempo de fazer o depósito bancário que se esquecera de fazer de manhã, e disse-lhe isso mesmo.
Ele dizia-lhe tudo, gostava de partilhar com ela todos os detalhes da sua vida de intensas reuniões e transacções financeiras. Gostava de a tratar como uma amiga cúmplice, com um respeito que a distinguia de uma vulgar amante. Uma cúmplice à qual podia dizer tudo, mesmo tudo.
Havia dois dias, por exemplo, dissera-lhe que tinha de mandar alargar a aliança de casado. Se ela não lhe tivesse perguntado porque é que não usava aliança, ele não teria sentido necessidade de lhe dar aquela resposta, simples e verdadeira, enquanto fumavam o cigarro, depois do prazer a que também não se podia chamar amor. Amor, afinal de contas, é uma palavra vaga, mete-se lá tanta coisa, tudo o que não fomos
capazes de ser e de fazer, não é? E ele gostava da verdade das coisas concretas, até nas palavras. As vezes dizia-lhe: «adoro-te.» Era um adorável adorador, nos momentos em que se dispunha a adorar.
- Nada se compara a esta sensação de estarmos apaixonados - dissera-lhe ela.
- Atenção. Eu não estou apaixonado por ti.
- Mas não disseste que me adoravas?
- E adoro. Mas posso adorar peixe sem deixar de gostar de carne.
Se ao menos ele tivesse um padrão metafórico um bocadinho menos alimentar, pensava ela. Descarrilamentos do coração: ele adorava tudo nela, mas não estava apaixonado por ela. Quanto a ela, por mais que enumerasse os defeitos dele, as múltiplas coisas de que não gostava nele, não conseguia deixar de o querer, a todas as horas do dia.
Queria-o também, em sobressalto, a meio da noite - acordava angustiada ao lado do homem errado, e ia para o computador escrever-lhe cartas às quais, desde que se tornara de facto seu amante, ele deixara de responder. Dizia que não tinha tempo.
- A paixão é o resultado da evolução de uma relação, o ponto mais alto, percebes? Não digo que não possa, um dia, chegar a apaixonar-me por ti. Vamos vivendo, construindo, e logo se vê.
Pobre rapaz. Tão irracionalmente racional, a querer à força transformar o coração numa escadaria monumental, com vista para os manhãs cantantes dos seus ideais juvenis. Não conseguira também justificar construtivamente o Muro de Berlim, e depois o seu instantâneo desabamento?
Porque choraria ela tanto, agora, no carro - em vez de voltar para o trabalho, com a alegria cândida de mais um picante almoço clandestino?
Era muito importante que ele não se sentisse pressionado. Que fosse livre. Livre como ela descobrira que queria ser, por acaso, nos braços dele. Só por acaso, repetia ela, de si para si. O reencontro com aquela paixão de juventude significava apenas o reencontro com um lugar de si mesma há muito sufocado. O lugar da intimidade. O lugar dos sonhos.
O teu sonho não vai poder realizar-se. Nesta fase do trabalho, é-me impossível tirar um dia.
O meu sonho? Foste tu quem falou em passarmos duas noites inteiras juntos. E duas noites inteiras, aqui, na minha cidade, não posso. Só se disser que vou para fora em serviço. Mas para isso tenho mesmo de ir para fora, não é?
O sonho dela. Claro. Ele apenas tinha perguntado se ela não podia passar duas noites inteiras no hotel. E isto porque ela tinha comentado que o marido estaria ausente naquela semana. Claro. Era muito mais confortável dormir com ela do que ter de içar forças para se vestir e a levar a casa, quando já estava estonteado de sono.
Ela insistia em voltar para casa de táxi. Mas ele era um cavalheiro.
Levantava-se estoicamente e levava-a a casa. Uma, duas. A ilusão dos números. Uma noite era um prolongamento da amizade colorida. Duas, uma promessa romântica. Pelo menos para ela, que começou imediatamente a procurar na internet hotéis à beira-mar. Deixando para trás a preparação do colóquio internacional, note-se. Depois queixem-se de que as mulheres são preteridas nos lugares de responsabilidade. Ele nunca deixaria que o seu entusiasmo por ela interferisse, um minuto que fosse, no seu trabalho. Ele não perdia tempo a ler romances, como aquele, do reaccionário Milan Kundera, que distinguia o sexo do sono partilhado. Como era a frase? «A partilha do sono era o corpo de delito do amor». Literatura. Rememorou as noites que partilhara com ele na juventude. Tinham dormido juntos num hotel barato de Paris, no comboio de Paris a Lisboa, e, depois, em casa de vários amigos em
várias cidades. E essas noites infinitas tinham caído num buraco negro, durante quase vinte anos.
- O teu sonho não vai poder realizar-se - dissera ele, sorrindo.
No carro, no meio dos cigarros e da voz da Adriana Calcanhotto, sambando incessantemente: «por você não há o que eu não faça», aquela frase queimava-lhe o coração. Sentia o coração a arder tanto que precisava de um imenso rio de lágrimas para conseguir regressar ao trabalho. Ela passava a vida a dizer que homens e mulheres são feitos das mesmas matérias incandescentes e frias. Agora percebia que não era bem assim. Ali, no carro, com os olhos esborratados, acendendo uns cigarros nos outros, desejou transplantar aquele coração em labaredas por outro, de amianto. Pensou que ser homem era saber fazer capas de amianto para o coração. Sim, claro que havia homens e homens, mulheres e mulheres, que só os ignorantes generalizam. Mas ali, no carro, ela era só mais uma das muitas mulheres ignorantes que choram nos carros, depois de almoçarem a correr com homens que, entre duas corridas, esvaziam nelas as tensões do dia e os sonhos esquecidos. Queimava-a a recordação daquele exacto sorriso dele, doce e rápido como um quadrado de chocolate - exactamente igual ao quadrado de chocolate do café que, para não engordar, ela guardara no bolso do casaco para dar ao filho, quando chegasse a casa. A casa onde tudo dependia das mãos dela: aquilo que se comia e as camas onde se dormia e a roupa que se usava e as luzes que se acendiam e as máquinas que lavavam. Mas agora a casa dela era o carro, o carro onde ela podia encher-se de cigarros e chorar. E sonhar, no meio das lágrimas, um sonho sólido como uma casa que pudesse ainda realizar-se. Deu a volta à chave da sua casa volante e navegou, por entre as lágrimas, para fora da cidade. Seguiu pela auto-estrada em direcção ao sul, conduzindo horas a fio, até se encontrar, de olhos secos, sozinha, diante da noite do mar.
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...e na falta de corações de amianto, há alguns que se transformam em autênticos icebergs...
(...prefiro este tema "Metade" ao tema "Pelos Ares"... e foi um dos temas que eu ouvi repetidas vezes...)





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