...Eu nunca quis de ti uma continuidade. Mas um alívio, uma noção de ser gente, entendes?...
Dizia-te do minuto certo. Do minuto certo do amor. Dizia-te que queria olhar para os teus olhos e ter a certeza que pensavas em mim. Que me pensavas por dentro. Que era eu a tua fantasia, o teu banco de trás. O teu desconforto de calças caídas, de pernas caídas, da rua que não estava fechada porque nenhuma rua se fecha para o amor. Na cidade do meu sono, havia palmeiras onde alguns repetiam charros e putas e atiravam pedras ao rio. Mas eu nunca gostei de clichés. Nem de quartos de hotel. Nem de camas que não conheço. Eu nunca abri as pernas no liceu. Nunca abri as pernas aos dezassete anos, de cigarro na mão. Eu nunca me comovi com o sonho de ser tua. Eu nunca quis que ficasses, entendes? Que viesses. Queria que quisesses de mim esse minuto certo, essa rua húmida de ser norte. Queria que me quisesses certa, exacta, como o minuto onde me pudesses encontrar. Eu nunca quis de ti uma continuidade. Mas um alívio, uma noção de ser gente, entendes? Eu nunca quis de ti o sonho do sono ou da viagem. Nunca te pedi o pequeno-almoço, a ternura. Nunca te disse que me abraçasses por trás, que adormecesses. Eu nunca quis que me desses casa e filhos e lógica. Que me convidasses para dançar. Queria os teus olhos a fecharem-se comigo por dentro e tu por dentro de mim.
Queria de ti um minuto.
Um minuto.
Filipa Leal
...às vezes certas pessoas passam pelas nossas vidas e acabam por ser um autêntico furacão, fazendo com que não fique pedra sobre pedra. Mas isso faz-nos repensar a nossa forma de viver, faz-nos corrigir muitos dos erros que cometemos habitualmente, faz-nos pôr em causa o nosso dia-a-dia e o que realmente queremos. Em tempos, quando tentava perceber o que me tinha acontecido, o meu amigo Alberto dizia-me que tinha que aproveitar a tempestade para mudar e que depois da tempestade tudo seria melhor. E mudei muitas das coisas que me faziam mal e acima de tudo mudei-ME!!! Não sei se sou uma pessoa melhor, suponho que sim. Apenas sei que me sinto em paz comigo mesma - cometo erros como toda a gente, mas sei dar o braço a torcer. E pedir desculpa. E acima de tudo, tentar não cometer o mesmo erro de novo - e saber colocar-me na posição dos outros para perceber o que podem sentir...
...há cerca de 6 anos um furacão passou pela minha vida e quase não ficou pedra sobre pedra. No processo de reconstrução sei que recuperei a minha auto-estima há muito perdida, consegui concretizar a maioria dos meus sonhos (apesar de ter que lutar bastante, dado que nada me caiu do céu aos trambolhões), consegui estar sempre rodeada por pessoas que me estimam (apesar do meu imenso mau feitio), que me aceitaram sempre apesar dos meus defeitos, e tornei-me uma pessoa bastante mais forte. Talvez um furacão nessa altura fosse necessário - a vida que tinha acabaria por se desintegrar, de tão frágil que era... o balanço foi positivo para o meu lado, afinal de contas...
Queria de ti um minuto.
Um minuto.
Filipa Leal
...às vezes certas pessoas passam pelas nossas vidas e acabam por ser um autêntico furacão, fazendo com que não fique pedra sobre pedra. Mas isso faz-nos repensar a nossa forma de viver, faz-nos corrigir muitos dos erros que cometemos habitualmente, faz-nos pôr em causa o nosso dia-a-dia e o que realmente queremos. Em tempos, quando tentava perceber o que me tinha acontecido, o meu amigo Alberto dizia-me que tinha que aproveitar a tempestade para mudar e que depois da tempestade tudo seria melhor. E mudei muitas das coisas que me faziam mal e acima de tudo mudei-ME!!! Não sei se sou uma pessoa melhor, suponho que sim. Apenas sei que me sinto em paz comigo mesma - cometo erros como toda a gente, mas sei dar o braço a torcer. E pedir desculpa. E acima de tudo, tentar não cometer o mesmo erro de novo - e saber colocar-me na posição dos outros para perceber o que podem sentir...
...há cerca de 6 anos um furacão passou pela minha vida e quase não ficou pedra sobre pedra. No processo de reconstrução sei que recuperei a minha auto-estima há muito perdida, consegui concretizar a maioria dos meus sonhos (apesar de ter que lutar bastante, dado que nada me caiu do céu aos trambolhões), consegui estar sempre rodeada por pessoas que me estimam (apesar do meu imenso mau feitio), que me aceitaram sempre apesar dos meus defeitos, e tornei-me uma pessoa bastante mais forte. Talvez um furacão nessa altura fosse necessário - a vida que tinha acabaria por se desintegrar, de tão frágil que era... o balanço foi positivo para o meu lado, afinal de contas...




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