30 janeiro 2010

...todo o ontem foi caindo entre os dedos de luz...



É hoje: todo o ontem foi caindo
entre dedos de luz e olhos de sonho,
amanhã
chegará com passos verdes:
ninguém detém o rio da aurora.


Ninguém detém o rio de tuas mãos
os olhos de teu sonho, bem-amada,
és tremor do tempo que transcorre
entre luz vertical e sol sombrio,
e o céu fecha sobre ti suas asas
levando-te e trazendo-te a meus braços
com pontual, misteriosa cortesia:


por isso canto ao dia e à lua,
ao mar, ao tempo, a todos os planetas,
a tua voz diurna e a tua pele nocturna.

2 comentários:

Fotograma26 disse...

Eu queria comentar isto mas não consigo! Simplesmente não consigo!
Todas as palavras que encontro são demasiado pequenas, demasiado insignificantes.
Está tudo dito. E é tudo isso a mais sincera verdade.

Pêndulo disse...

:)))

não é costume ver-te assim, mas pronto... eu deixo (mas, olha, não foi a pensar em ti que deixei isto...)