09 fevereiro 2010

...não sabemos nada...


Nunca saberemos se os enganados
são os sentidos ou os sentimentos,
se viaja o comboio ou a nossa vontade
se as cidades mudam de lugar
ou se todas as casas são a mesma.
Nunca saberemos se quem nos espera
é quem nos deve esperar, nem sequer
quem temos de aguardar no meio
de um cais frio. Não sabemos nada.
Avançamos às cegas e duvidamos
se isto que se parece com a alegria
é só o sinal definitivo
de que nos voltámos a enganar.



...de facto, o medo de me voltar a enganar como antes aconteceu, creio que me endureceu de tal forma, que parte de mim morreu há uns anos... (e será que depois de visitar 7 livrarias de dimensões razoáveis na Catalunya não consigo encontrar nenhum livro, dos 6 que tem, de Amalia Bautista????? será porque é muito conhecida ou será o contrário???)

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