...são-nos apresentados e oferecidos pelo destino na mais inusitada das ocasiões, como num conflito entre ruas na nossa pré-adolescência...
Os Amigos
Dizem que a família não se escolhe. Não questionando a veracidade de tal afirmação, acrescento que não será só a família que não se escolhe. Acredito que no caso de alguns amigos o mesmo também se passa. Há amigos que surgem quando menos se espera: são-nos apresentados e oferecidos pelo destino na mais inusitada das ocasiões, como num conflito entre ruas na nossa pré-adolescência.
Quem diria que o miúdo a quem estive muito perto de chegar a vias de facto há mais de vinte anos viria a ser de há quase tanto tempo para cá um dos meus melhores amigos? Por outro lado, a partir de uma certa idade, deixamos de escolher amizades porque vai sendo mais difícil partilhar as nossas idiossincrasias, porque a paciência é cada vez mais reduzida, tal como o deslumbramento, enfim, porque sim.
Da minha criação restam alguns amigos a quem perdoo comportamentos que não perdoaria a nenhum outro ser humano. Há um, por exemplo, que não pára de fazer merda à séria com a vida dele e de terceiros que nunca deixará de contar com o meu apoio. É muito difícil de explicar. E este é um sentimento similar àquele que vem do sangue da família.
Também se diz que os amigos são para os bons e maus momentos, mas eu sou mais o amigo dos maus momentos. Se o meu amigo estiver doente, é certo que vou vê-lo. Se comemora o aniversário numa jantarada, já não é tão certo que compareça. Os meus amigos que o digam, já que faltei a duas festas de anos no espaço de um mês. A uma deixei um recado no voice-mail, a outro mandei uma mensagem a dizer que ia chegar atrasado para depois desligar o telemóvel, já que ele tinha ameaçado ir-me buscar ao outro lado do mundo, caso estivesse a pensar em me baldar.
O que sinto por ambos é algo impossível de quantificar ou explicitar, e acredito que dificilmente será menorizado no seu retorno por causa das minhas faltas. Dos milhares de pessoas que lêem este suplemento, espero que vocês os dois o façam. É que eu vos amo mesmo a sério.
Dizem que a família não se escolhe. Não questionando a veracidade de tal afirmação, acrescento que não será só a família que não se escolhe. Acredito que no caso de alguns amigos o mesmo também se passa. Há amigos que surgem quando menos se espera: são-nos apresentados e oferecidos pelo destino na mais inusitada das ocasiões, como num conflito entre ruas na nossa pré-adolescência.
Quem diria que o miúdo a quem estive muito perto de chegar a vias de facto há mais de vinte anos viria a ser de há quase tanto tempo para cá um dos meus melhores amigos? Por outro lado, a partir de uma certa idade, deixamos de escolher amizades porque vai sendo mais difícil partilhar as nossas idiossincrasias, porque a paciência é cada vez mais reduzida, tal como o deslumbramento, enfim, porque sim.
Da minha criação restam alguns amigos a quem perdoo comportamentos que não perdoaria a nenhum outro ser humano. Há um, por exemplo, que não pára de fazer merda à séria com a vida dele e de terceiros que nunca deixará de contar com o meu apoio. É muito difícil de explicar. E este é um sentimento similar àquele que vem do sangue da família.
Também se diz que os amigos são para os bons e maus momentos, mas eu sou mais o amigo dos maus momentos. Se o meu amigo estiver doente, é certo que vou vê-lo. Se comemora o aniversário numa jantarada, já não é tão certo que compareça. Os meus amigos que o digam, já que faltei a duas festas de anos no espaço de um mês. A uma deixei um recado no voice-mail, a outro mandei uma mensagem a dizer que ia chegar atrasado para depois desligar o telemóvel, já que ele tinha ameaçado ir-me buscar ao outro lado do mundo, caso estivesse a pensar em me baldar.
O que sinto por ambos é algo impossível de quantificar ou explicitar, e acredito que dificilmente será menorizado no seu retorno por causa das minhas faltas. Dos milhares de pessoas que lêem este suplemento, espero que vocês os dois o façam. É que eu vos amo mesmo a sério.





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