14 janeiro 2015

...you know, I used to live alone before I knew you...



 
 
...estava a tentar trabalhar (tarefa difícil estes últimos dias!!!) e decidi ouvir um pouco mais de Alter Bridge. Este tema, ou melhor, esta versão do tema do Leonard Cohen, é brilhante. O Myles é de facto muito bom (nos vários sentidos que essa palavra possa ter!!!). A primeira vez que o vi ao vivo foi com o Slash, em 2010. Em 2013 vi Alter Bridge e de facto foi um concerto fabuloso.
 
 
Mas este tema traz outras lembranças. É um dos temas da banda sonora do Shrek (1). Vi o filme e  no Natal de 2014 vi-o na tv, já não me lembro em que canal. Depois vi-o mas de 100 vezes, porque era um dos filmes, juntamente com o Shrek2 do meu pequenito. Cheguei a decorar todas as falas.
Na altura, este diálogo entre o Shrek e o Donkey provocou-me um autêntico turbilhão por dentro.

 
 
  
Alguém que para mim ainda era muito importante decidiu afastar-se. E algo que sempre foi muito difícil de aceitar para mim foi "perder um amigo". Ao longo deste tempo aprendi que os amigos encontram-se e reconhecem-se, como dizia Vinícius. Não se criam nem se perdem. E se alguém se afastou sem regresso é porque realmente nunca foi um amigo. E também me recuso a classificar as pessoas como amigos de ocasião ou amigos verdadeiros. Os amigos são sempre verdadeiros. Os outros são conhecidos ou oportunistas que se acercam quando precisam. Apenas quando precisam. E a vida ensinou-me que não há tempo a perder nem lugar no meu coração para pessoas assim. Tenho tantas pessoas fabulosas que precisam de mim e de quem eu preciso mesmo... 
 
O engraçado é que por cada um que se afasta, aparecem pessoas fantásticas que enriquecem a minha vida ("ficar atento, saber usar, saber dar tempo, tempo que não há p'ra dar"). E ao longo deste tempo, quando me encontro menos bem, mesmo sem dizer nada, os AMIGOS que às vezes estão semanas e meses sem dizer nada decidem aparecer e dar sinais de vida. Parece surreal, mas tem acontecido com uma série de pessoas. Vinícius tinha tanta razão...
 
 
Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto
e a absoluta necessidade que tenho deles.
 
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, 
eis que 
permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
 
E eu poderia suportar, embora não sem dor, 
que 
tivessem morrido todos os meus amores, 
mas 
enlouqueceria se morressem todos os meus amigos !
 
Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências ... 
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.

 

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