13 setembro 2006

Reminiscências

Das palavras pouca resta quando perdemos de vista a pessoa que as proferiu... às vezes doces, quase sempre amargas, das despedidas só resta, anos e anos depois, alguns momentos que captámos. Palavras? leva-as o vento, e, como o vento reaparecem, noutro contexto, ainda que pareçam ser - exactamente - as mesmas. Nada nos surpreende, nada é interdito ou inevitável, nada é perene, tudo muda, tudo permanece na mudança, nada muda se fica o mesmo. Sê como a borboleta, não como a ave. Sê uma árvore, mas nunca a raiz. Enfim, despreza o que lês, mas nunca leias o que desprezas. Só a memória tem um fado, só fado transporta a memória onde a memória julga ir – nunca onde foi. Só esses que desprezam o que vêem, o que sentem o que prometem, podem realmente prometer, sentir e ver.

2 comentários:

Anónimo disse...

Ena que vaidoso que fico! Só para contextualizar isso era parte de um projecto para um heterónimo feminino... beijinhos, fico à espera do jantar em Outubro

Pêndulo disse...

Pois só tens que ficar vaidoso... não é qualquer um que consegue que eu leia uma trilogia em 8 dias...

:-)))

Combinem o dia... 3a ou 4a e lá aparecerei para a janta!! :-))))