...ainda a tentar digerir a frustração... volta e meia, parece que se abre um buraco e consigo cair no fundo outra vez... e o pior é que sei que pouco posso fazer para me livrar destes sentimentos: a solução não depende de mim, apenas... porque é que as coisas que para os outros surgem naturalmente, para mim são tão difíceis de atingir????????????????...
Ainda é cedo, amor mal começaste a conhecer a vida já anuncias a hora de partida sem saber mesmo o rumo que irás tomar
Preste atenção, querida embora eu saiba que estás resolvida em cada esquina cai um pouco a tua vida e em pouco tempo não serás mais o que és
preste atenção, o mundo é um moinho vai triturar teus sonhos tão mesquinhos vai reduzir as ilusões a pó... Ouça-me bem, amor
Preste atenção, querida de cada amor tu herdarás só o cinismo quando notares estás à beira do abismo abismo que cavaste com teus pés
-Cartola (1976)
A minha amiga Xanda costuma(va) dizer que "a vida dá tantas voltas"... e nos últimos meses o meu mundo deu mesmo muitas voltas... algumas coisas que julgava impossíveis de realizar concretizaram-se... algumas coisas que tomava como "certas", desintegraram-se e fazem parte do passado (e da maior parte nem sequer sinto grandes saudades)... algumas pessoas que considerava fazendo parte do grupo de amigos, afastaram-se por alguns motivos que ainda hoje gostaria de entender... e só o meu mau feitio não justifica isso, até porque nunca o escondi... por isso, e porque na vida aprendi que quando a Amizade é verdadeira, todos os problemas se conseguem solucionar e que a amizade se sobrepõe ao orgulho... por isso, se calhar aconteceu o que deveria acontecer... e mais vale seguir em frente...
No meio disto tudo, restam os AMIGOS verdadeiros... aqueles que sei que estão sempre disponíveis para ouvirem um desabafo ou me darem um puxão de orelhas... e que sabem que a amizade é recíproca.
Não sei o que a vida me reserva... creio que ninguém sabe... mas há alguns projectos que espero concretizar... um (relacionado com "the Dhaka project" em Portugal) está no bom caminho... e o meu projecto pessoal há-de acontecer, de uma forma ou de outra... e o relógio biológico já não me deixa muito tempo de espera... logo se vê... a vida dá tantas voltas... pode ser que numa dessas voltas páre no ponto exacto e consiga o que tanto desejo há tanto tempo...
... um local da blogosfera à minha maneira... onde posso deixar os meus pensamentos, a música que me prende, os poemas que me tocam, os textos que me despertam a atenção... é o meu canto onde, a cada dia, vou deixando pedacinhos de mim...
"As minhas palavras aqui são como as palavras escritas num papel branco que se mantém branco com essas palavras invisíveis de alguém que as leia, palavras a envelhecerem por não haver quem as compreenda, a perderem o seu significado, a misturarem-se imperceptíveis numa brisa em que ninguém repara. (…) todo o meu olhar é desperdiçado por saber que tu não vês nada."
José Luís Peixoto
in "Nenhum Olhar"
"Nestes cadernos fui anotando, com minúcia, o dia a dia de cada viagem. Neles escrevi os primeiros poemas, desenhei mapas, paisagens e rostos. Fiz listas de lugares a visitar ou a evitar. Colei retratos de gente que se ia cruzando comigo, bilhetes postais, etiquetas, bilhetes de comboio e de avião..."
Al Berto
"O HOMEM é, por desgraça, uma solidão: Nascemos sós, vivemos sós e morremos sós."
Miguel Torga
...pendulam por aqui...
"Eu quero um TIBETE LIVRE"
O melhor retrato de cada um é aquilo que escreve. O corpo retrata-se com o Pincel. A Alma com a Pena. Pde António Vieira
...a tattoo do gajo ao pé de mim, no Vimeiro... coincidências...
Grécia... o meu lugar de sonho...
M.H.S.
(desde 03.08.06)
Poeminha do Contra
Todos esses que aí estão Atravancando meu caminho, Eles passarão... Eu passarinho!
-Mário Quintana- in Prosa e Verso (1978)
Se procurar bem você acaba encontrando. Não a explicação (duvidosa) da vida, Mas a poesia (inexplicável) da vida.
Carlos Drummond de Andrade
"Ama-se mais o amor do que se tem amor específico por esta ou aquela mulher (pessoa)."
"Não tens sangue nas veias: tens um rio Que corre sem ter foz e que te chama Ao mar, ao céu, ao vento: à cruel trama Que fez do teu destino seres navio
Das preces que fizeste houve fama Que o deus a quem rezaste não ouviu E assim caiu um corpo quedo e frio, E assim secou a alma que te inflama
E onde outros são estrelas, és firmamento Por onde outros se movem, és movimento És vento que se perde numa estrada
És prado sem ter fim, lezíria nua Montanha solitária, rocha crua És ave sem repouso – e sem morada