08 junho 2015
19 junho 2011
...malhas caídas, pontas por apanhar...
Escolha:
João Monge,
Manuel Paulo,
Manuela Azevedo
por
Pêndulo
@
01:07:00
0
oscil@r@m
03 abril 2010
...tu és tudo o que me é dado criar...
Eras tu
Na razão das aves e no sol das manhãs
Eras tu
No correr das águas e na cor das romãs
Como foi
Que perdi o pé no coração
Tu és tudo o que me é dado criar
És um fruto da imaginação
Eras tu
Em todas as praças, em todas as cidades
Eras tu
Na paz do silêncio depois das tempestades
Quem és tu
Que andas com a lua na algibeira à espera que eu vá
Quem és tu
De perna traçada no meu sonho como se fosses de lá
Como foi
Que perdi o pé no coração
Tu és tudo o que me é dado criar
És um fruto da imaginação
(...mais uma pérola de um dos melhoores discos editados em Portugal... o "meu" Assobio da Cobra...)
Escolha:
Filipa Pais,
João Monge,
Manuel Paulo
por
Pêndulo
@
13:49:00
0
oscil@r@m
11 janeiro 2010
...entra, mas desculpa a confusão, anda tudo pelo chão, não contava com visitas...
...outro dos temas fabulosos do Assobio da Cobra...
Escolha:
Camané,
João Monge,
Manuel Paulo,
Sérgio Godinho
por
Pêndulo
@
01:03:00
0
oscil@r@m
02 janeiro 2010
...viras-me o corpo ao avesso e depois eu recomeço as variações de humor...
Desespero à tua espera
Não é doce
Antes fosse doce d'alma
E manter aquela calma nem que fosse
Por um dia
Antes quero uma vadia!
Gato vadio sabe onde vai,
Sabe onde cai,
Não dá um ai nem um miado,
Toma cuidado.
Tu dormes na minha cama
Tratas-me por meu amor
Viras-me o corpo ao avesso
E depois eu recomeço
As variações de humor
Tu nunca estás!
Nem à frente nem atrás,
Nem por cima nem de lado;
És um corpo imaginado
Filho da maçã de adão
Uma lua passageira
Passageira passageira
Passageira a noite inteira
No outro lado da estação
Tu dormes na minha cama
Tratas-me por meu amor
Viras-me o corpo ao avesso
E depois eu recomeço
As variações de humor
Eu fico mau!
Não sou de pau e fico frio,
Também tenho o meu feitio
Alguns nós a desatar...
Já me cansei de chamar,
De fazer fita,
Mandar tiros para o ar,
Mas o que me faz desatinar
É tu seres tão bonita
Muito bonita, muito bonita...
Tu dormes na minha cama
Tratas-me por meu amor
Viras-me o corpo ao avesso
E depois eu recomeço
As variações de humor
Escolha:
Filipa Pais,
João Monge,
Manuel Paulo,
Zeca Baleiro
por
Pêndulo
@
17:14:00
0
oscil@r@m
02 dezembro 2009
...mas encontrei a salvação...
...foi lindo... aliás, este fim-de-semana terminei alguns trabalhos pendentes, estive com algumas das pessoas importantes para mim, tive algumas surpresas boas... enfim, foi muito bom e deu pelo menos para descansar o neurónio intermitente... não sei se encontrei a salvação, mas hoje vi um arco-íris - e essa difracção da luz através das gotas de água tem sempre um efeito "mágico" sobre mim - talvez um dia encontre o meu tesouro... hoje, pelo menos, fiquei com um belo sorriso...
Escolha:
João Monge,
Manuel Paulo,
Nancy Vieira,
Pendulices
por
Pêndulo
@
01:29:00
0
oscil@r@m
12 novembro 2009
...eu sei que já me cortei em facas de ponta e não sangrei...
...sei que já me perdi para te encontrar... mas fiz da minha perdição o meu rosário... virei o mundo ao contrário e encontrei a salvação...
(...de facto, virei o meu mundo ao contrário, consegui perceber alguns erros e tenho tentado emendar... alguns tenho conseguido emendar, algumas falhas têm sido reparadas... outros sei que dificilmente conseguirei alterar, a única coisa a fazer é evitar que situações semelhantes voltem a acontecer... e a vida continua, melhor, acho eu...)
Escolha:
João Monge,
Manuel Paulo,
Nancy Vieira
por
Pêndulo
@
12:36:00
0
oscil@r@m
30 outubro 2009
...nunca parto inteiramente, vivo de duas vontades...
Nunca Parto Inteiramente - Manel Cruz
...não se se o Pássaro Cego me consegue fazer esquecer o Assobio da Cobra... este é dos temas que mais gosto do Assobio...
Escolha:
João Monge,
Manel Cruz,
Manuel Paulo
por
Pêndulo
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20:43:00
0
oscil@r@m
15 outubro 2009
...desvendar os teus segredos... saber se és igual a mim...
Escolha:
João Monge,
Manuel Paulo,
Nancy Vieira
por
Pêndulo
@
08:21:00
1 oscil@r@m
21 dezembro 2008
...revela-se a verdade nua e crua: chove mais do que na rua...
...adoro este tema... aliás o disco todo...
05 Casa Inacabada com Baloiço na Janela.wma - Camané, Ségio Godinho
Moro numa casa inacabada
Feita de terra molhada
Com o céu às cavalitas
Entra, mas desculpa a confusão;
Anda tudo pelo chão,
Não contava com visitas
Comigo mora gente tão diferente
Que às vezes, pontualmente,
Só falamos por sinais;
Cada um tem na sua bagagem
Um bilhete de passagem
Pelos pontos cardeais
Na sala, uma velha cartomante
Lê ao cavaleiro errante
Um destino vencedor;
As cartas falam de perdas e danos
Para, no correr dos panos,
Encontrar o seu amor
Ao fundo, dorme um soldado sisudo
Com umas botas de faz-tudo
E uma paixão de aluguer;
O bêbado que está no quarto ao lado
Chora sempre em tom de fado
O amor de uma mulher
Aquela que tem o corpo na esquina
Diz que também foi menina
Há-de um dia ser feliz
O homem que a usou pelos quintais,
Como é norma entre iguais,
Compreende o que ela diz
Em cima fica o quarto dos amantes,
Dos poetas, viajantes
E dos loucos sem lugar;
Pintaram um baloiço na janela
Com a luz de uma aguarela
Para a lua baloiçar
Assim somos vizinhos de outras crenças,
De outros livros e sentenças
Outras formas de oração;
Mas quando a noite traz os seus momentos
Escapa destes aposentos
Um bater de coração
Revela-se a verdade nua e crua:
Chove mais do que na rua
Trago o fato ensopado
Aqui qualquer um é vagabundo,
Esta casa é todo o mundo
Falta só pôr o telhado
-João Monge-
(in "O assobio da cobra" de Manuel Paulo - interpretado por Sérgio Godinho e Camané)
Escolha:
Camané,
João Monge,
Manuel Paulo,
Sérgio Godinho
por
Pêndulo
@
01:56:00
0
oscil@r@m
05 maio 2007
Lua Azul
Quem temMedo da lua
Vai ao mar
Sem companhia
Quem tem
Medo da lua
Não verá
A luz do dia
As rosas morrem por si
As pedras casam no chão
E sempre será assim
Pela sua mão
Quem vai
Ao mar sozinho
Quem dirá
Se há-de voltar
As asas
Desse destino
São papel
Azul do mar
As rosas morrem por si
As pedras casam no chão
E sempre será assim
Pela sua mão
(João Monge)
Escolha:
João Gil,
João Monge
por
Pêndulo
@
21:41:00
0
oscil@r@m
18 abril 2007
Peixinhos e bolas de sabão
Escolha:
João Monge,
José Peixoto,
Pendulices
por
Pêndulo
@
16:06:00
0
oscil@r@m
28 novembro 2006
Variações de humor

Desespero à tua espera
Não é doce
Antes fosse doce d'alma
E manter aquela calma nem que fosse
Por um dia
Antes quero uma vadia!
Gato vadio sabe onde vai,
Sabe onde cai,
Não dá um ai nem um miado,
Toma cuidado.
Tu dormes na minha cama
Tratas-me por meu amor
Viras-me o corpo ao avesso
E depois eu recomeço
As variações de humor
Tu nunca estás!
Nem à frente nem atrás,
Nem por cima nem de lado;
És um corpo imaginado
Filho da maçã de adão
Uma lua passageira
Passageira passageira
Passageira a noite inteira
No outro lado da estação
Tu dormes na minha cama
Tratas-me por meu amor
Viras-me o corpo ao avesso
E depois eu recomeço
As variações de humor
Eu fico mau!
Não sou de pau e fico frio,
Também tenho o meu feitio
Alguns nós a desatar...
Já me cansei de chamar,
De fazer fita,
Mandar tiros para o ar,
Mas o que me faz desatinar
É tu seres tão bonita
Muito bonita, muito bonita...
Tu dormes na minha cama
Tratas-me por meu amor
Viras-me o corpo ao avesso
E depois eu recomeço
As variações de humor
João Monge
Escolha:
João Monge,
Manuel Paulo
por
Pêndulo
@
11:27:00
0
oscil@r@m
05 novembro 2006
Senta-te aí
Está na hora de ouvires o teu pai
Puxa para ti essa cadeira
Cada qual é que escolhe aonde vai
Hora-a-hora e durante a vida inteira
Podes ter uma luta que é só tua
Ou então ir e vir com as marés
Se perderes a direcção da Lua
Olha a sombra que tens colada aos pés
Estou cansado, aceita o testemunho
Não tenho o teu caminho pra escrever
Tens que ser tu, com o teu próprio punho
Era isso o que te queria dizer
Sou uma metade do que era
Com mais outro tanto de cidade
Vou-me embora que o coração não espera
À procura da mais velha metade
- João Monge (Rio Grande) -
Escolha:
João Monge,
Rio Grande
por
Pêndulo
@
01:24:00
0
oscil@r@m
13 outubro 2006
Aerograma
Deus queira que esta
Vos mate a fome aos sentidos
Por agora
Deus queira que esta
Vos guarde a dor aos gemidos
Noite fora
Dançamos fandangos
Sobre uma navalha
Pássaros em bando
Em nuvens de limalha
E assim eu cá vou indo.
Vem-me o fel à boca
As tripas ao coração
A noite trás a forca pela sua mão
Sonho com fantasmas
De pele preta e luzidia
Com manuais de coragem e cobardia
Dizem que há sempre
Um barco azul para partir
Nosso hino
Embarca a alma
E os restos de um rosto a sorrir
Do destino
Põe o meu retrato
No altar de S. João
E uma vela com formato de canhão
Cansa-se esta escrita
Com dois dedos num baraço
Assim o quis a desdita
Vai um abraço.
(João Gil/João Monge)
Escolha:
João Gil,
João Monge,
Trovante
por
Pêndulo
@
17:57:00
9
oscil@r@m
21 setembro 2006
Malhas caídas
Não me interpretes mal
Não troques os sinais
Tu sabes que no fundo
Bem lá no fundo
Somos todos iguais
Malhas caídas
Esperança e pouco mais.
Não me interpretes mal
Não me queiras julgar
Sabes que a solidão
Deixa a razão
Fora do seu lugar
Malhas caídas
Pontas por apanhar.
Vá
Afasta esse olhar
De quem nunca viu
Uma mulher pronta p’ra dar
E p’ra tirar tudo o que quer.
Vá
Rasga-me a roupa
Salta esse muro
Todo o passado
Todo o futuro
Porque nós somos
Do mesmo lado escuro.
Não me interpretes mal
Somos iguais na dor
Tu vais ver que afinal
Basta uma chama
Um pouco de calor
Basta uma chama
Um pouco de calor
Vá
Afasta esse olhar
De quem nunca viu
Uma mulher pronta p’ra dar
E p’ra tirar tudo o que quer.
Não me interpretes mal
Somos iguais na dor
Tu vais ver que afinal
Basta uma chama
Um pouco de calor
Um pouco de calor…
-João Monge-
Escolha:
João Monge,
Manuel Paulo
por
Pêndulo
@
21:22:00
2
oscil@r@m
19 setembro 2006
Casa inacabada com baloiço na janela
Moro numa casa inacabada
Feita de terra molhada
Com o céu às cavalitas
Entra, mas desculpa a confusão;
Anda tudo pelo chão,
Não contava com visitas
Comigo mora gente tão diferente
Que às vezes, pontualmente,
Só falamos por sinais;
Cada um tem na sua bagagem
Um bilhete de passagem
Pelos pontos cardeais
Na sala, uma velha cartomante
Lê ao cavaleiro errante
Um destino vencedor;
As cartas falam de perdas e danos
Para, no correr dos panos,
Encontrar o seu amor
Ao fundo, dorme um soldado sisudo
Com umas botas de faz-tudo
E uma paixão de aluguer;
O bêbado que está no quarto ao lado
Chora sempre em tom de fado
O amor de uma mulher
Aquela que tem o corpo na esquina
Diz que também foi menina
Há-de um dia ser feliz
O homem que a usou pelos quintais,
Como é norma entre iguais,
Compreende o que ela diz
Em cima fica o quarto dos amantes,
Dos poetas, viajantes
E dos loucos sem lugar;
Pintaram um baloiço na janela
Com a luz de uma aguarela
Para a lua baloiçar
Assim somos vizinhos de outras crenças,
De outros livros e sentenças
Outras formas de oração;
Mas quando a noite traz os seus momentos
Escapa destes aposentos
Um bater de coração
Revela-se a verdade nua e crua:
Chove mais do que na rua
Trago o fato ensopado
Aqui qualquer um é vagabundo,
Esta casa é todo o mundo
Falta só pôr o telhado
Escolha:
João Monge,
Manuel Paulo
por
Pêndulo
@
16:00:00
5
oscil@r@m


