Mostrar mensagens com a etiqueta Rainer Maria Rilke. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Rainer Maria Rilke. Mostrar todas as mensagens

09 fevereiro 2015

...circles...

A vida muitas vezes parece girar em círculos só para mostrar que, independente da volta, o caminho sempre começa e termina em você mesmo.

Fernanda Gaona
 
 
(ontem senti isto...)
 
 
 


15 fevereiro 2011

...ergue-se do mar ao encontro das noites...

Solidão



A solidão é como uma chuva.

Ergue-se do mar ao encontro das noites;

de planícies distantes e remotas

sobe ao céu, que sempre a guarda.

E do céu tomba sobre a cidade.



Cai como chuva nas horas ambíguas,

quando todas as vielas se voltam para a manhã

e quando os corpos, que nada encontraram,

desiludidos e tristes se separam;

e quando aqueles que se odeiam

têm de dormir juntos na mesma cama:



então, a solidão vai com os rios...



Rainer Maria Rilke
 in "O Livro das Imagens"
 
 

...e corrói-nos por dentro...

21 agosto 2009

...como hei-de elevá-la acima de ti, até outras coisas?...




Como hei-de segurar a minha alma
para que não toque na tua? Como hei-de
elevá-la acima de ti, até outras coisas?
Ah, como gostaria de levá-la
até um sítio perdido na escuridão
até um lugar estranho e silencioso
que não se agita, quando o teu coração treme.
Pois o que nos toca, a ti e a mim,
isso nos une, como um arco de violino
que de duas cordas solta uma só nota.
A que instrumento estamos atados?
E que violinista nos tem em suas mãos?
Oh, doce canção.

Rainer Maria Rilke

13 agosto 2009

...quando os corpos, que nada encontraram, desiludidos e tristes se separam...


A solidão é como uma chuva.
Ergue-se do mar ao encontro das noites;
de planícies distantes e remotas
sobe ao céu, que sempre a guarda.
E do céu tomba sobre a cidade.

Cai como chuva nas horas ambíguas,
quando todas as vielas se voltam para a manhã
e quando os corpos, que nada encontraram,
;
e quando aqueles que se odeiam
têm de dormir juntos na mesma cama:

então, a solidão vai com os rios...


Rainer Maria Rilke
in "O Livro das Imagens"

04 agosto 2009

O Anjo




Com um mover da fronte ele descarta
tudo o que obriga, tudo o que coarta,
pois em seu coração, quando ela o adentra,
a eterna Vinda os círculos concentra.

O céu com muitas formas lhe aparece
e cada qual demanda: vem, conhece -.
Não dês às suas mãos ligeiras nem
um só fardo; pois ele, à noite, vem

à tua casa conferir teu peso,
cheio de ira, e com a mão mais dura,
como se fosses sua criatura,
te arranca do teu molde com desprezo.



(...em breve vou estar onde este senhor nasceu...)