09 fevereiro 2015
29 janeiro 2015
...às vezes o Amor...
Escolha:
Carlos Drummond de Andrade,
Rainer Maria Rilke
por
Pêndulo
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23:01:00
0
oscil@r@m
15 fevereiro 2011
...ergue-se do mar ao encontro das noites...
Solidão
A solidão é como uma chuva.
Ergue-se do mar ao encontro das noites;
de planícies distantes e remotas
sobe ao céu, que sempre a guarda.
E do céu tomba sobre a cidade.
Cai como chuva nas horas ambíguas,
quando todas as vielas se voltam para a manhã
e quando os corpos, que nada encontraram,
desiludidos e tristes se separam;
e quando aqueles que se odeiam
têm de dormir juntos na mesma cama:
então, a solidão vai com os rios...
Rainer Maria Rilke
in "O Livro das Imagens"
Escolha:
Rainer Maria Rilke
por
Pêndulo
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01:30:00
0
oscil@r@m
21 agosto 2009
...como hei-de elevá-la acima de ti, até outras coisas?...
Como hei-de segurar a minha alma
para que não toque na tua? Como hei-de
elevá-la acima de ti, até outras coisas?
Ah, como gostaria de levá-la
até um sítio perdido na escuridão
até um lugar estranho e silencioso
que não se agita, quando o teu coração treme.
Pois o que nos toca, a ti e a mim,
isso nos une, como um arco de violino
que de duas cordas solta uma só nota.
A que instrumento estamos atados?
E que violinista nos tem em suas mãos?
Oh, doce canção.
Rainer Maria Rilke
Escolha:
Rainer Maria Rilke
por
Pêndulo
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00:03:00
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oscil@r@m
13 agosto 2009
...quando os corpos, que nada encontraram, desiludidos e tristes se separam...
A solidão é como uma chuva.
Ergue-se do mar ao encontro das noites;
de planícies distantes e remotas
sobe ao céu, que sempre a guarda.
E do céu tomba sobre a cidade.
Cai como chuva nas horas ambíguas,
quando todas as vielas se voltam para a manhã
e quando os corpos, que nada encontraram,
;
e quando aqueles que se odeiam
têm de dormir juntos na mesma cama:
então, a solidão vai com os rios...
Rainer Maria Rilke
in "O Livro das Imagens"
Escolha:
Rainer Maria Rilke
por
Pêndulo
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23:49:00
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oscil@r@m
04 agosto 2009
O Anjo
Com um mover da fronte ele descarta
tudo o que obriga, tudo o que coarta,
pois em seu coração, quando ela o adentra,
a eterna Vinda os círculos concentra.
O céu com muitas formas lhe aparece
e cada qual demanda: vem, conhece -.
Não dês às suas mãos ligeiras nem
um só fardo; pois ele, à noite, vem
à tua casa conferir teu peso,
cheio de ira, e com a mão mais dura,
como se fosses sua criatura,
te arranca do teu molde com desprezo.
(...em breve vou estar onde este senhor nasceu...)
Escolha:
Rainer Maria Rilke
por
Pêndulo
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23:25:00
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oscil@r@m






