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09 fevereiro 2015

...é preciso chuva para florir...


 
 
 
 
...resumo dos últimos 20 anos da minha vida...

18 agosto 2009

...porque metade de mim é a lembrança do que fui e a outra metade eu não sei...




Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio

Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.

Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Porque metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.



(...acho que já anda este tema fantástico por aqui... mas nunca é demais recordar..)

23 março 2008

...se julgando amada ao som dos Bandolins...













Como fosse um par que
Nessa valsa triste
Se desenvolvesse
Ao som dos Bandolins...

E como não?
E por que não dizer
Que o mundo respirava mais
Se ela apertava assim...

Seu colo como
Se não fosse um tempo
Em que já fosse impróprio
Se dançar assim
Ela teimou e enfrentou
O mundo
Se rodopiando ao som
Dos Bandolins...

Como fosse um lar
Seu corpo a valsa triste
Iluminava e a noite
Caminhava assim
E como um par
O vento e a madrugada
Iluminavam a fada
Do meu botequim...

Valsando como valsa
Uma criança
Que entra na roda
A noite tá no fim
Ela valsando
Só na madrugada
Se julgando amada
Ao som dos Bandolins...


-Oswaldo Montenegro-

22 março 2008

...porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade eu não sei...







METADE

Que a força do medo que tenho
não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo que acredito
não me tape os ouvidos e a boca.


Porque metade de mim é o que eu grito,
mas a outra metade é silêncio.


Que a música que eu ouço ao longe seja linda,
ainda que triste.
Que a mulher que eu amo seja sempre amada,
mesmo que distante.


Porque metade de mim é partida
e a outra metade é saudade.


Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece
nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem
inundado de sentimento.


Porque metade de mim é o que eu ouço,
mas a outra metade é o que calo.


Que essa minha vontade de ir embora se transforme
na calma e na paz que eu mereço,
Que essa tensão que me corroe por dentro
seja um dia recompensada.


Porque metade de mim é o que eu penso
e a outra metade é um vulcão.


Que o medo da solidão se afaste,
que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto o doce sorriso
que eu me lembro de ter dado na infância.


Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
a outra metade eu não sei...


Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio me fale cada vez mais.


Porque metade de mim é abrigo,
mas a outra metade é cansaço.


Que a arte nos aponte uma resposta,
mesmo que ela não saiba,
e que ninguém a tente complicar porque é preciso simplicidade
para fazê-la florescer.


Porque metade de mim é a platéia
e a outra metade, a canção.


E que minha loucura seja perdoada.


Porque metade de mim é amor
e a outra metade ... também.


Oswaldo Montenegro

22 julho 2007

Bandolins

Como fosse um par que nessa valsa triste
Se desenvolvesse ao som dos bandolins
E como não, e por que não dizer
Que o mundo respirava mais se ela apertava assim
Seu colo e como se não fosse um tempo
Em que já fosse impróprio se dançar assim
Ela teimou e enfrentou o mundo
Se rodopiando ao som dos bandolins
Como fosse um lar, seu corpo a valsa triste iluminava
E a noite caminhava assim
E como um par, o vento e a madrugada iluminavam
A fada do meu botequim
Valsando como valsa uma criança
Que entra na roda a noite está no fim
Ela valsando só na madrugada
Se julgando amada ao som dos bandolins
Como fosse um par que nessa valsa triste
Se desenvolvesse ao som dos bandolins
E como não, e por que não dizer
Que o mundo respirava mais se ela apertava assim
Seu colo e como se não fosse um tempo
Em que já fosse impróprio se dançar assim
Ela teimou e enfrentou o mundo
Se rodopiando ao som dos bandolins
Como fosse um lar, seu corpo a valsa triste iluminava
E a noite caminhava assim
E como um par, o vento e a madrugada iluminavam
A fada do meu botequim
Valsando como valsa uma criança
Que entra na roda a noite está no fim
Ela valsando só na madrugada
Se julgando amada ao som dos bandolins
Como fosse um par que nessa valsa triste
Se desenvolvesse ao som dos bandolins
Valsando como valsa uma criança
Que entra na roda a noite tá no fim
Ela valsando só na madrugada
Se julgando amada ao som dos bandolins

-Oswaldo Montenegro-


11 julho 2007

A Fada Azul

Ela dança as fases da lua
tece vento e o ar rodopia
põe no colo os bichos das ruas
põe no chão quem quer correria
põe as mãos de alguém entre as suas
e é o nascer de um sol, mais um dia
Do aroma rosa da arte
ela extrai a cor da alegria
do lilás do olhar de quem parte
faz o azul de quem ficaria
do vermelho ardor do estandarte
o nascer de um sol, mais um dia
Tem a solidão do poeta
a paixão da chuva tardia
escultora da linha reta
que a luz percorre e esta via
salta do seu olho, é uma seta
o nascer do sol, mais um dia
São brilhos de estrelas na perna
e a noite que a estrela anuncia
a paixão é estranha caverna
quem tem medo e amor já sabia
uma noite nunca é eterna
é o nascer do sol, mais um dia
Ela pisa as ruas do tempo
já foi louca, princesa e Maria
faz de azul mais que cor, sentimento
mina d'água, azul, poesia
faz soar as rimas que invento
e é o nascer do sol, mais um dia

-Oswaldo Montenegro-

07 fevereiro 2007

Metade

Que a força do medo que tenho
não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo que acredito
não me tape os ouvidos e a boca.


Porque metade de mim é o que eu grito,
mas a outra metade é silêncio.


Que a música que eu ouço ao longe seja linda,
ainda que triste.
Que a mulher que eu amo seja sempre amada,
mesmo que distante.


Porque metade de mim é partida
e a outra metade é saudade.


Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece
nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem
inundado de sentimento.


Porque metade de mim é o que eu ouço,
mas a outra metade é o que calo.


Que essa minha vontade de ir embora se transforme
na calma e na paz que eu mereço,
Que essa tensão que me corroe por dentro
seja um dia recompensada.


Porque metade de mim é o que eu penso
e a outra metade é um vulcão.


Que o medo da solidão se afaste,
que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto o doce sorriso
que eu me lembro de ter dado na infância.


Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
a outra metade eu não sei...


Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio me fale cada vez mais.


Porque metade de mim é abrigo,
mas a outra metade é cansaço.


Que a arte nos aponte uma resposta,
mesmo que ela não saiba,
e que ninguém a tente complicar porque é preciso simplicidade
para fazê-la florescer.


Porque metade de mim é a platéia
e a outra metade, a canção.


E que minha loucura seja perdoada.


Porque metade de mim é amor
e a outra metade ... também.


Oswaldo Montenegro


(mais um texto "raptado" do conversas... mas tem muito que ver com a minha maneira de ser)