10 maio 2015
17 abril 2015
...falta de espelhos...
Escolha:
Miguel Torga,
Pendulices
por
Pêndulo
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01:47:00
0
oscil@r@m
17 janeiro 2015
...mas a raiz do Sonho não desiste...
Escolha:
Miguel Torga
por
Pêndulo
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21:44:00
0
oscil@r@m
01 janeiro 2011
...de nenhum fruto queiras só metade...
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças…
Escolha:
Miguel Torga,
Xutos e Pontapés
por
Pêndulo
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01:21:00
0
oscil@r@m
24 dezembro 2010
...e neve, neve, a caiar de triste melancolia...
Natal divino ao rés-do-chão humano,
Sem um anjo a cantar a cada ouvido.
Encolhido
À lareira,
Ao que pergunto
Respondo
Com as achas que vou pondo
Na fogueira.
O mito apenas velado
Como um cadáver
Familiar…
E neve, neve, a caiar
De triste melancolia
Os caminhos onde um dia
Vi os Magos galopar…
Miguel Torga
Escolha:
Miguel Torga
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Pêndulo
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21:55:00
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oscil@r@m
31 outubro 2010
...de nenhum fruto queiras só metade....
Recomeça…
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar
E vendo
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.
Miguel Torga, Diário XIII
Escolha:
Miguel Torga,
Pendulices
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Pêndulo
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01:01:00
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oscil@r@m
21 maio 2010
...agora retrocedo, leio os versos, conto as desilusões no rol do coração...
Dei-te os dias, as horas e os minutos
Destes anos de vida que passaram.
Nos meus versos ficaram
Imagens que são máscaras anónimas
Do teu rosto proibido.
A fome insatisfeita que senti
Era de ti,
Fome do instinto que não foi ouvido.
Agora retrocedo, leio os versos,
Conto as desilusões no rol do coração,
Recordo o pesadelo dos desejos,
Olho o deserto humano desolado,
E pergunto porquê, por que razão
Nas dunas do teu peito o vento passa
Sem tropeçar na graça
Do mais leve sinal da minha mão.
Miguel Torga
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Miguel Torga
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01:26:00
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oscil@r@m
21 fevereiro 2010
...sabes que tudo é pouco mais que nada...
Recomeça...
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só a metade
E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar
Sempre a sonhar
E vendo,
Acordado
O logro da aventura
És Homem, não te esqueças!
Só é a tua loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.
Miguel Torga
...e e facto, assim é!!! E quando isso acontece, importa recomeçar... "de nenhum fruto queiras só a metade!!!!!!!" - e este tema dos "meninos" sempre me fez recordar este poema do Miguel Torga...
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Miguel Torga,
Pendulices,
Xutos e Pontapés
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15:20:00
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oscil@r@m
26 julho 2009
...a vida disse que era tarde demais...
Frustração
Foi bonito
O meu sonho de amor.
Floriram em redor
Todos os campos em pousio.
Um sol de Abril brilhou em pleno estio,
Lavado e promissor.
Só que não houve frutos
Dessa primavera.
A vida disse que era
Tarde demais.
E que as paixões tardias
São ironias
Dos deuses desleais.
Miguel Torga
in 'Diário XV'
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19:00:00
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oscil@r@m
06 abril 2009
...agora, somos dois obstinados, que apenas vão a par na teimosia...

DESFECHO
Não tenho mais palavras
Gastei-as a negar-te...
(Só a negar-te eu pude combater
O terror de te ver
Em toda parte,)
Fosse qual fosse o chão da caminhada,
Era certa a meu lado
A divina presença impertinente
Do teu vulto calado
E paciente...
E lutei, como luta um solitário
Quando alguém lhe perturba a solidão,
Fechado num ouriço de recusas,
Soltei a voz, arma que tu não usas,
Sempre silencioso na agressão.
Mas o tempo moeu na sua mó
O joio amargo que te dizia...
Agora, somos dois obstinados,
Mudos e malogrados,
Que apenas vão a par na teimosia.
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03:31:00
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oscil@r@m
03 abril 2009
...deixa-me ser feliz...não perturbes a paz que me foi dada...

Súplica
Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.
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Miguel Torga
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16:05:00
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oscil@r@m
01 abril 2009
...e ter depois um amigo que faça o pino, a voar...

Sei um ninho.
E o ninho tem um ovo.
E o ovo, redondinho,
Tem lá dentro um passarinho
Novo.
Mas escusam de me atentar:
Nem o tiro, nem o ensino.
Quero ser um bom menino
E guardar
Este segredo comigo.
E ter depois um amigo
Que faça o pino
A voar...
(...longa se torna a espera...)
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13:39:00
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oscil@r@m
28 fevereiro 2009
...perde-se a vida a desejá-la tanto... não perturbes a paz que me foi dada...

Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor durou
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.
Miguel Torga
...apesar de não estar contente com o desfecho, fiz mais do que o que devia... e sinto-me aliviada por me ter libertado de fantasmas e de ilusões... agora é seguir em frente, tendo cuidado com a água que escolho para matar a sede...
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21:01:00
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oscil@r@m
07 maio 2008
...gasto as horas e os dias a endurecer a forma da emoção...
Identidade
Matei a lua e o luar difuso.
Quero os versos de ferro e de cimento.
E em vez de rimas, uso
As consonâncias que há no sofrimento.
Universal e aberto, o meu instinto acode
A todo o coração que se debate aflito.
E luta como sabe e como pode:
Dá beleza e sentido a cada grito.
Mas como as inscrições nas penedias
Tem maior duração,
Gasto as horas e os dias
A endurecer a forma da emoção.
-Miguel Torga-
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00:58:00
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oscil@r@m
30 abril 2008
...mas a raiz do Sonho não desiste...

PARÁBOLA
No silêncio do parque abandonado
O repuxo prossegue a sua luta;
É um desejar alado
A sair duma gruta.
Ergue-se a pino no céu como uma lança;
Ergue-se a pino, e sobe na ilusão;
Até que flor do ímpeto se cansa
E cai morta no chão.
Mas a raiz do Sonho não desiste;
Subir, subir ao céu, alto e fechado!
E o repuxo persiste
Na solidão do parque abandonado.
-Miguel Torga-
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14:15:00
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oscil@r@m
28 abril 2008
...e é nela que é preciso procurar o velho paraíso que perdemos...

Viagem
Aparelhei o barco da ilusão
E reforcei a fé de marinheiro.
Era longe o meu sonho, e traiçoeiro
O mar…
(Só nos é concedida
Esta vida
Que temos;
E é nela que é preciso
Procurar
O velho paraíso
Que perdemos).
Prestes, larguei a vela
E disse adeus ao cais, à paz tolhida.
Desmedida,
A revolta imensidão
Transforma dia a dia a embarcação
Numa errante e alada sepultura…
Mas corto as ondas sem desanimar.
Em qualquer aventura,
O que importa é partir, não é chegar.
-Miguel Torga-
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14:11:00
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oscil@r@m
16 março 2008
...de nenhum fruto queiras só metade...

Sísifo
Recomeça…
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar
E vendo
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.
Miguel Torga, Diário XIII
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Miguel Torga
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00:28:00
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oscil@r@m
21 agosto 2007
Melancolia
Longamente esperei.
Nenhum encontro estava combinado.
Era apenas fiado
Na intuição do amor
Que confiava.
Afinal, não vieste.
E adivinho o motivo:
O lume da velhice não aquece.
Arde e parece
Vivo,
Mas arrefece.
Miguel Torga
Coimbra, 10 de Junho de 1980
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21:50:00
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oscil@r@m
18 agosto 2007
Um Poema
Não tenhas medo, ouve:
É um poema.
Um misto de oração e de feitiço...
Sem qualquer compromisso,
Ouve-o atentamente,
De coração lavado.
Poderás decorá-lo
E rezá-lo
Ao deitar,
Ao levantar,
Ou nas restantes horas de tristeza.
Na segura certeza
De que mal não te faz.
E pode acontecer que te dê paz...
-Miguel Torga-
(in "Diário XIII", 1983; "Poesia Completa", 2000)
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Amigos do LUGAR AO SUL,
Miguel Torga
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13:00:00
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oscil@r@m









