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05 dezembro 2009

...sarar as feridas e adormecer...




...cá continuo a roubar coisas à M.!!! Mas estão aqui 3 amigos do facebook, bolas...

10 novembro 2009

...e nunca te encontrei na estrada do que fiz...




De linho te vesti
De nardos te enfeitei
Amor que nunca vi
Mas sei

Sei dos teus olhos acesos na noite
Sinais de bem despertar
Sei dos teus braços abertos a todos
Que morrem devagar
Sei meu amor inventado um dia
Teu corpo há-de acender
Uma fogueira de sol e de fúria
Que nos verá nascer

Irei beber em ti
O vinho que pisei
O fel do que sofri e dei
Ddei do meu corpo chicote de força
Rasei meus olhos com mágoa
Dei do meu sangue uma espada de raiva
E uma lança de mágoa
Dei do meu sonho uma corda de insónias
Cravei meus braços com setas
Descobri rosas, alarguei cidades
E construí poetas

E nunca te encontrei
Na estrada do que fiz
Amor que não logrei
Mas quis

Sei meu amor inventado que um dia
Teu corpo há-de acender
Uma fogueira de sol e de fúria
Que nos verá nascer


Então:

Nem choros, nem medos, nem uivos, nem gritos,
Nem pedras, nem facas, nem fomes, nem secas,
Nem feras, nem ferros, nem farpas, nem farsas,
Nem forcas, nem cardos, nem dardos, nem terras,
Nem choros, nem medos, nem uivos, nem gritos,
Nem pedras, nem facas, nem fomes, nem secas,
Nem terras, nem ferros, nem farpas, nem farsas
Nem MAL


José Carlos Ary dos Santos




...adorei este tema... (a voz da cantora míope é que não me entra no ouvido... já ouvir Zeca na sua voz me causava arrepios...)

13 julho 2009

...ninguém prometeu nada... fui eu que julguei que sabia arrancar sempre mais uma gargalhada...



Por outras palavras - Mafalda Veiga


Ninguém disse que os dias eram nossos
Ninguém prometeu nada
Fui eu que julguei que podia arrancar sempre
mais uma madrugada

Ninguém disse que o riso nos pertence
Ninguém prometeu nada
Fui eu que julguei que podia arrancar sempre
mais uma gargalhada

E deixar-me devorar pelos sentidos
E rasgar-me do mais fundo que há em mim
Emaranhar-me no mundo
e morrer por ser preciso
Nunca por chegar ao fim

Ninguém disse que os dias eram nossos
Ninguém prometeu nada
Fui eu que julguei que sabia arrancar sempre
mais uma gargalhada

E deixar-me devorar pelos sentidos
E rasgar-me do mais fundo que há em mim
Emaranhar-me no mundo
e morrer por ser preciso
Nunca por chegar ao fim




...este tema tem um bocado que ver com uma conversa de ontem à noite... senti-me um pouco melhor, ao notar que o tempo foi suavizando as mágoas... obrigado, M. e desculpa...

19 novembro 2007

O mesmo Olhar...







Este tema bem bonito da Susana Félix, é o tema da RARÍSSIMAS, a Associação Nacional das Deficiências Mentais e Raras. Esta Associação engloba um enorme conjunto de patologias, algumas das quais provocam atraso mental ou degenerescência neuronal. Inclui ainda as doenças metabólicas, ligadas a deficiências enzimáticas lisossomais ou peroxissomais.
Por a incidência ser baixa- doenças com prevalências inferiores a 5:10000, torna-se difícil a sua caracterização clínica, a descrição da evolução da patologia e a atribuição de factores de risco, devido ao número reduzido de casos observados. Mas nós não estamos livres destas patologias...


Existem milhares de doenças raras. Já estão descritas cerca de 7000 doenças raras, sendo caracterizadas cinco novas doenças raras por semana. A Raríssimas tem, neste momento, registadas perto de 300 diferentes. Este número de doenças novas caracterizadas depende muito da precisão com que se faz a definição de doença rara. Quanto maior o número de diferenças, de sintomas, de características se associarem a uma doença, conjugando com a sua progressão e resposta a tratamentos, mais precisa será a sua definição. A maior parte das doenças frequentes que se diagnosticam hoje em dia, provavelmente serão reclassificadas em centenas ou milhares de doenças raras num futuro próximo, a maioria delas com origem genética.

Apesar de individualmente serem pouco frequentes, as doenças raras constituem uma fracção importante na saúde da população.

09 novembro 2007

Flutuo

...uma voz tranquila... uma das novas vozes da música portuguesa de que mais gosto... e continua por descobrir...









Flutuo, consigo deslindar o meu gosto sem esforço
Balanço é o que a maré me dá e eu não contesto
O meu destino está fora de mim e eu aceito
Sou eu despida de medos e culpas, confesso


Hoje eu vou fingir que não vou voltar
Despeço-me do que mais quero

Só para não te ouvir dizer que as coisas vão mudar
amanhã

Flutuo, consigo deslindar o meu gosto sem esforço
Balanço é o que a maré me dá e eu não contesto
Amanhã, pensar nisso sempre me dá mais jeito
Fazer de mim pretérito mais que perfeito

Hoje eu vou fingir que não vou voltar
Despeço-me do que mais quero
Só para não te ouvir dizer que as coisas vão mudar
amanhã, amanhã

Hoje eu vou fugir para não me dar a vontade de ser tua
Só para não me ouvir dizer que as coisas vão mudar
amanhã, amanhã, amanhã
Flutuo
Susana Félix