Mostrar mensagens com a etiqueta Luís Vaz de Camões. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Luís Vaz de Camões. Mostrar todas as mensagens

31 março 2015

...não pode tirar-me as esperanças...

 





Busque Amor novas artes, novo engenho
Para matar-me, e novas esquivanças;
Que não pode tirar-me as esperanças,
Que mal me tirará o que eu não tenho.

Olhai de que esperanças me mantenho!
Vede que perigosas seguranças!
Pois não temo contrastes nem mudanças,
Andando em bravo mar, perdido o lenho.

Mas conquanto não pode haver desgosto
Onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê.

Que dias há que na alma me tem posto
Um não sei quê, que nasce não sei onde;
Vem não sei como; e dói não sei porquê.


Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"

14 maio 2008

...troquemos-lhe as voltas que ainda o dia é uma criança...




...infelizmente... nem sempre para melhor...


(pronto, Angel... mais uma para ficares contente :) )