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29 abril 2015
31 março 2015
...não pode tirar-me as esperanças...
Busque Amor novas artes, novo engenho
Para matar-me, e novas esquivanças;
Que não pode tirar-me as esperanças,
Que mal me tirará o que eu não tenho.
Olhai de que esperanças me mantenho!
Vede que perigosas seguranças!
Pois não temo contrastes nem mudanças,
Andando em bravo mar, perdido o lenho.
Mas conquanto não pode haver desgosto
Onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê.
Que dias há que na alma me tem posto
Um não sei quê, que nasce não sei onde;
Vem não sei como; e dói não sei porquê.
Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"
Escolha:
Luís Vaz de Camões
por
Pêndulo
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13:29:00
0
oscil@r@m
14 maio 2008
...troquemos-lhe as voltas que ainda o dia é uma criança...
...infelizmente... nem sempre para melhor...
(pronto, Angel... mais uma para ficares contente :) )
Escolha:
José Mário Branco,
Luís Vaz de Camões
por
Pêndulo
@
01:23:00
2
oscil@r@m
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