12 novembro 2006

Sobre(o)nome que esqueci.

Deixa-me assombrar, ensombrar, fazer soçobrar os teus pensamentos. Fazer que desejes que seja noite – porque só então podes verdadeiramente ser livre quando estás presa num rio sem tempo. Deixa que te siga onde tu mesma não ousas penetrar, para que então me sigas onde desejarias ter ido e nunca foste por não saberes desejar. Deixa, enfim, que te sussurre um nome. Um nome tão curto que te custe a compreender todo o seu significado – aquele nome de que já esqueci vogais, para que ninguém mais o possa pronunciar... senão tu.


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